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MEIO AMBIENTE

Bachelet critica 'retrocessos significativos' na política ambiental no Brasil

27 fevereiro 2020 - 20h20Por G 1

A alta-comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, criticou nesta quinta-feira, dia 27 de fevereiro, o que chamou de "ataques contra defensores de direitos humanos" no Brasil.

Em discurso em Genebra, na Suíça, a representante também alertou para "retrocessos significativos" nas políticas de proteção ambiental e de promoção dos direitos dos povos indígenas em território brasileiro.

"No Brasil, os ataques contra defensores dos direitos humanos, inclusive assassinatos — muitos deles contra líderes indígenas — ocorrem em um contexto de retrocessos significantes das políticas de proteção ao meio-ambiente e aos direitos dos povos indígenas", declarou Bachelet.

O Itamaraty, por meio da delegação brasileira em Genebra, afirmou que Bachelet "está desinformada". "Não há retrocessos nas políticas para proteger o meio-ambiente, muito menos os povos indígenas".

Consultado, o Palácio do Planalto respondeu que não comenta a declaração de Bachelet.

Críticas aos EUA

Bachelet também mencionou os Estados Unidos como outro país que retrocedeu na área de proteção ambiental e citou os recursos hídricos norte-americanos.

A alta-comissária da ONU ainda alertou sobre as políticas migratórias dos Estados Unidos, que, segundo ela, "aumentam preocupações sobre os direitos humanos".

"Reduzir o número de pessoas que tentam entrar no país não pode ser feito ignorando as proteções aos migrantes e requerentes de asilo. A situação das crianças detidas é uma preocupação particular."

América Latina: perigo para os direitos humanos

A declaração de Bachelet vem no mesmo dia em que a Anistia Internacional publicou relatório que coloca a América Latina como local mais perigoso do mundo para ativista de direitos humanos. A entidade citou a repressão na Venezuela como "particularmente severa".

De acordo com a Anistia Internacional, forças de segurança do regime chavista cometeram crimes de acordo com a lei internacional e graves violações de direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e uso excessivo de força que podem representar crimes contra a humanidade.

Erika Guevara-Rosas, diretora da ONG para as Américas, afirma que a Anistia já tentou entrar em contato com o governo venezuelano — com pedidos de informação e de encontros. O presidente Nicolás Maduro respondeu que a entidade é um órgão imperialista a serviço dos Estados Unidos.

Em outra declaração na ONU, Bachelet afirmou que vai divulgar uma avaliação sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela em 10 de março.


 

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