quinta, 11 de agosto de 2022
Dourados
22°max
min
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
SAÚDE

Avanço da ômicron e apagão de dados levam senadores a cogitar nova CPI

12 janeiro 2022 - 14h19Por Agência Senado

A continuidade do "apagão de dados" da saúde, que tem dificultado uma avaliação precisa da situação da covid-19 no Brasil, em meio à propagação da variante ômicron e à polêmica sobre a vacinação de crianças, foi tema de comentários dos senadores nas redes sociais nos últimos dias. Um deles, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou nesta terça-feira (11) ter protocolado requerimento de nova CPI sobre o tema, nos moldes da ocorrida em 2021. Para uma CPI ser criada, são necessárias as assinaturas de um terço dos 81 membros do Senado, ou seja, 27 senadores.

Randolfe, que foi vice-presidente da CPI da Pandemia, citou uma série de novos motivos para o requerimento, além do apagão de dados: "Entre outros pontos, teremos como foco: atraso e insuficiência na vacinação infantil; insuficiência de provisão para doses de reforço em 2022; ataques do presidente da República aos técnicos da Anvisa e à vacinação da população adulta e infantil; a insuficiência da política de testagem; e o apagão de dados do Ministério da Saúde, com as suas consequências no correto monitoramento da evolução da pandemia", escreveu.

Relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL) declarou apoio à proposta de Randolfe de uma nova CPI, opinando que já existem "fatos novos e determinados" que justificam sua abertura: "Boicote à vacinação infantil, apagão de dados no Ministério da Saúde, tocado por um sabujo, além da explosão de casos. Bolsonaro é um delinquente reincidente. O Congresso está omisso diante do resgate do genocídio. Eles só respeitam CPI", concluiu, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), lembrou que na última segunda-feira (10) o apagão completou um mês, iniciado por um ataque hacker ao sistema ConecteSUS, aplicativo que emite certificados de vacinação. "O Brasil segue sem saber o tamanho real da nova onda de contaminações provocada pela variante ômicron. É muito importante que os dados sejam recuperados. Um momento crítico em que precisamos de todas as informações para podermos vencer o inimigo", alertou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) fez uma crítica no mesmo tom: "O sistema falho deixa os cientistas em voo cego e atrapalha pesquisas, especialistas e prejudica análises epidemiológicas."

No site do Ministério da Saúde, diversas páginas de serviços sobre a covid-19, como o Painel Coronavírus, que informa o número de óbitos, e o LocalizaSus, que reúne dados sobre vacinação, continuam com dados defasados ou instáveis desde dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, o aplicativo ConecteSUS foi restabelecido no dia 23 de dezembro. Desde então, porém, usuários continuam a relatar demora na atualização das informações.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Polícia resgata adolescentes que eram forçadas à prostituição
FRONTEIRA

Polícia resgata adolescentes que eram forçadas à prostituição

JUDICIÁRIO

André Mendonça leva ao plenário do STF ações contra a PEC Kamikaze

SAÚDE

MS cria grupo técnico de enfrentamento à varíola dos macacos

SISTEMA DE PAGAMENTO

Chefe do BC desmente Bolsonaro e diz que bancos não perdem com PIX

Em menos de uma semana, mais um recenseador é assaltado

ASTRONOMIA

'Superlua de esturjão' última do ano será vista nesta quinta-feira

PANTANAL

Trabalhador é resgatado por aeronave após acidente em fazenda

ELEIÇÕES 2022

Consórcio de imprensa suspende realização de debate presidencial

PONTA PORÃ

Homem é preso após receber R$ 1 mil em notas falsas

TÊNIS

Bia Haddad elimina nº 1 do mundo e vai às quartas no Canadá

Mais Lidas

TRAUMATISMO CRANIANO

Madrasta de menina de 7 anos que morreu ao dar entrada na UPA é presa em Dourados

ÁGUIA

Mega-operação mira tráfico de drogas e cumpre 10 mandados em Dourados

BR-376

Morto após capotar veículo carregado com maconha tinha 24 anos

POLÍCIA

Menor é apreendido com cigarros de maconha em escola de Dourados