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ELEIÇÕES 2022

Após reunião, partidos da 3ª via adiam anúncio de candidato único

18 maio 2022 - 20h50Por G 1

Representantes dos três partidos da chamada "terceira via" (MDB, PSDB e Cidadania), que busca uma candidatura presidencial alternativa às de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), decidiram após reunião na tarde desta quarta-feira, dia 18 de maio, adiar o anúncio do nome a ser escolhido como candidato de consenso do grupo.

Na reunião, foi apresentada uma pesquisa — cujo resultado não foi revelado — encomendada com o objetivo de apontar qual dos dois pré-candidatos reúne mais condições de unificar o grupo — a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ou o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB).

"Nós assistimos a uma apresentação. Cada partido formou seu juízo de valor e é uma decisão coletiva, de cada partido, convocar suas executivas para terça-feira [dia 24] à tarde, ouvir a recomendação de cada um dos partidos, para a partir daí, [dar] o passo seguinte, que possa nos apontar um candidato que reúna essa esperança de quebrar essa polarização", afirmou o presidente do PSDB, Bruno Araújo.

Segundo ele, não há uma data específica para o anúncio do nome. Em 6 de abril, MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil informaram, em nota conjunta, que o "candidato de consenso" seria anunciado nesta quarta (18). Mas, no último dia 4, o União Brasil decidiu deixar o grupo e lançar candidato próprio.

Além disso, o PSDB enfrenta um impasse. Uma ala do partido entende que a pré-candidatura de João Doria, que venceu as prévias do partido no ano passado, não reúne mais condições de ser levada adiante, principalmente devido ao índice de rejeição e ao fraco desempenho do ex-governador nas pesquisas de intenção de voto.

Internamente, há um grupo defendendo uma chapa encabeçada por Simone Tebet, com o senador tucano Tasso Jereissati (CE) como vice. Mas Doria resiste e já ameaçou levar o caso à Justiça caso a decisão das prévias do partido não seja respeitada.

Segundo o colunista do g1 Gerson Camarotti, Doria tem dito que não desistirá da disputa ao Palácio do Planalto por entender que não há razões para desistir da pré-candidatura.

Antes de levar a posição dos partidos da terceira via à Executiva do PSDB, Bruno Araújo afirmou que se reunirá com João Doria, possivelmente no início da próxima semana.

'Consenso'

Presidente do Cidadania, Roberto Freire disse que, na reunião desta quarta, os três dirigentes partidários chegaram a um "consenso", mas não especificou qual foi. Os dirigentes dos partidos querem antes levar a escolha para as executivas das siglas.

"Nós três chegamos a um consenso, só que não somos nós que vamos decidir. Isso não é uma decisão individual minha, nem do Bruno, nem do Baleia [Rossi, presidente do MDB]. O que nós acordamos é que vamos levar essa nossa posição, cada um ao seu partido. E vamos dar tempo, evidentemente, para que o partido, aí sim, no momento em que eles decidirem, passa a ser aquele que é o candidato", afirmou Freire.

Questionado sobre o posicionamento de Doria, de não abrir mão de sua condição de pré-candidato, Roberto Freire disse que não existe candidato sem partido.

"Vem cá, você tem algum candidato sem partido? Você acredita nisso? Não pode, inclusive, pela legislação, isso não existe. Então não pode. Os três partidos vão decidir [juntos o nome]", declarou Freire.

Pesquisa

Na entrevista que concederam em conjunto, os presidentes do PSDB, Cidadania e MDB não deram detalhes sobre a sondagem que contrataram e cujos resultados lhes foram apresentados nesta quarta.

Bruno Araújo disse somente que a pesquisa "indica um norte, um caminho, deu um nome, temos consenso e agora vamos buscar a ratificação dos partidos".

Baleia Rossi, presidente do MDB, afirmou que o levantamento apontou que os eleitores têm a sensação de que a polarização entre Lula e Bolsonaro prejudica o país.

"Esse é um dado extremamente relevante, para a construção de uma alternativa mais moderada, que busque responder aos problemas dos brasileiros. E não uma briga por uma briga. O segundo é que hoje tivemos uma reunião ampliada com líderes importantes do Cidadania, do PSDB e do MDB, para que a gente pudesse em conjunto buscar essa unidade. E claro, na próxima terça-feira, cada partido vai se reunir para que a gente ofereça ao país uma alternativa a essa polarização, que não está melhorando a vida dos brasileiros", afirmou o dirigente emedebista.

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