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A NOVA CONJUNTURA DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

16 setembro 2011 - 17h57

####Por Gleiber Nascimento*

Vivemos num momento de consolidação da Política Externa Brasileira, uma política que por muito tempo, foi posta em segundo plano, fazendo com que o Estado brasileiro ignorasse os exemplos dos países desenvolvidos, resumindo sua atuação externa em simples representatividades diplomáticas, consulares e visitas ocasionais. Esse fato em grande parte era fundamentado pela inexperiência de alguns gestores que julgavam ser prioridade, o foco da atuação a política interna, mas ao longo do tempo, foram se atentando para o fato de que a cooperação internacional traria benefícios e resultados sonhados com maior qualidade, eficácia em até mesmo, num prazo menor.

É difícil não reconhecer que as relações internacionais hoje, proporcionam resultados que na unilateralidade, seriam tardios e com grande chance de inexistência, pois é impossível medir a importância e, por incrível que pareça, a dependência da internacionalização, tanto para a vida dos cidadãos, como para os Estados. Talvez, não há justificativa melhor para esse fenômeno, do que uma frase histórica: a união faz a força.

Seriam necessárias muitas laudas para descrever as ações que o Brasil vem tomando em sua política externa, estas que percorrem todo o globo e referem-se as mais diversas áreas, mas destaco uma que considero ser sua principal materialização contemporânea e sem dúvida, referência para o mundo, a criação da Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira ocorrida no dia 25 de abril, no Palácio do Itamaraty.

Composta por representantes de 20 órgãos federais e coordenada pelo Ministério da Integração Nacional, a Comissão tem o papel de elaborar ações capazes de estimular o crescimento econômico da região fronteiriça, já que a atual estratégia – que consiste em cada ministério desenvolver medidas próprias sem integração com outras instituições governamentais – tem sido pouco eficaz. Coordenará também, ações para promover o crescimento econômico e o combate à criminalidade e ao comércio ilegal na região, que é formada por 11 estados brasileiros. Esta iniciativa singular, busca afirmar nossa soberania e, fundamentalmente, a integração com os países vizinhos com o objetivo de assegurar a execução de políticas públicas comuns ao desenvolvimento econômico, segurança e paz social.

Nossa fronteira abrange aproximadamente 15 mil km de extensão, abriga 10% da população brasileira e compreende 588 municípios, situados em 11 Estados, incluindo o nosso Mato Grosso do Sul, com relações comerciais, sociais e culturais com 10 países, é de se destacar que a iniciativa do governo federal contribui para um problema histórico, que é o distanciamento dessas regiões dos centros econômicos e políticos, tornando essas comunidades totalmente marginalizadas do debate e das decisões.

Uma inegável grande vitória da população fronteiriça que vem na contramão da atuação da maioria dos parlamentares brasileiros, que ignoram cidades com baixa densidade demográfica, pequena representação política e que apresentam dificuldades ao progresso social - o que se comprova pelos baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) – os obrigando a partir de então, a se convencerem sobre a necessidade de ampliar as oportunidades nas regiões onde o fator principal é o potencial e sua importância estratégica, e não o a quantidade de moradores ou representantes políticos.

Ressalto a importância que essa ferramenta produtora de políticas públicas dará a questões cruciais, como os problemas relacionados à violência, ao crime organizado, ao tráfico de armas e drogas, à exploração sexual, ao trabalho infantil, ao comércio ilegal e à falta de infraestrutura social e produtiva.

Informo ser grande nosso entusiasmo pela expectativa que essa iniciativa produz, conhecedores que somos das peculiaridades de territórios fronteiriços. Estamos convencidos que essa articulação conjugada do governo federal criará condições para tratar antigas e reiteradas demandas das comunidades da faixa de fronteira, além de reconhecer a importância estratégica de um profissional que lentamente vem conquistando seu espaço profissional, o de relações internacionais e consequentemente, promoverá sua valorização.

####*Gleiber Nascimento é internacionalista; agente da Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior; analista político; assessor parlamentar; e presidente do Conselho Municipal de Juventude de Dourados/MS. Contato: gleibernascimento@hotmail.com

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