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Política e a saúde pública

07 dezembro 2015 - 07h23

A possível e cada vez mais evidente epidemia do zika vírus no Brasil fez o governo acordar diante da necessidade de se criar métodos mais radicais e eficazes do que campanhas de conscientização da população contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença e também responsável pela dengue e febre chikungunya.

Durante seu pronunciamento na abertura da 15ª Conferência Nacional de Saúde, realizada na sexta-feira em Brasília (DF), a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que o governo investirá no desenvolvimento de vacinas que possam combater o zika, que está relacionado ao surgimento de casos de microcefalia no país.

Até o momento, são 1.248 registros de crianças com o perímetro encefálico menor que 32cm que estão sob investigação nos últimos meses. Em Dourados, pelo menos uma situação parecida é apurada pela saúde do município, mesmo com a divulgação do nascimento de 10 crianças com o problema desde o dia 17 de novembro.

Porém, apesar de válido o posicionamento da presidente, a atitude é tardia já que não houve uma política mais eficaz para prever os problemas de hoje.

Ou seja, só se preocuparam com o vírus e sua propagação após a desconfiança levantada de que o mesmo estaria causando a má formação nesses bebês depois que as mães sentiram os sintomas do zika.

Talvez por conta da crise política a qual o país viva, onde o poder é o mais importante no momento do que outras ações, a dificuldade em se parar e pensar na saúde, educação e outros assuntos públicos, ajuda a criar esse clima de incertezas e de atraso em situações alarmantes como o fato citado.

O processo de impeachment a qual a presidente está sendo submetida dificulta ainda mais o seu governo. Se Dilma já aparentava dificuldades em comandar o país sem a pressão sofrida este ano, imagina agora precisando conviver diariamente com um possível impedimento de seu mandato?

Enquanto se discute e brigam pelo poder, cada vez mais pessoas vão sofrendo com as dificuldades em se viver dignamente num país onde o circo impera, pessoas morrem nas filas de hospitais, escolas são fechadas e presídios construídos.

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