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PMA e Ibama interditam 14 atrativos turísticos de Bonito

17 agosto 2006 - 11h41

Obedecendo orientação do Ministério Público, o Ibama (Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e a PMA (Polícia Militar Ambiental) já iniciaram processo de embargo de 14 dos 19 passeios de Bonito que estavam funcionando sem licença ambiental. Na terça-feira o promotor de justiça de Bonito, Luciano Loubet, entrou com ações civis públicas com pedido de liminar para o embargo judicial. Após reunião com PMA e Ibama ficou decidido que os responsáveis seriam atuados e os passeios embargados.Estava marcado para 11 horas de hoje o último passeio na Gruta do Lago Azul e Abismo do Anhumas, que constam entre os passeios mais procurados na cidade. A interdição foi confirmada por Ivan Falbo, analisa ambiental do Parque Nacional do Parque da Serra da Bodoquena. O responsável pelo comando da PMA no Sudoeste do Estado, major Cláudio Rosa da Cruz, afirma que, apesar de não haver decisão judicial, a orientação do Ministério Público será cumprida porque, do contrário, os órgãos responsáveis ficariam sujeitos à denúncia por prevaricação.Ele acredita, porém, que a situação seja provisória e que os donos de passeios consigam rapidamente restabelecer a visitação, porque a maioria já tem processos de licenciamento em estágio adiantado. O major afirma que foi aplicada a multa mínima prevista para funcionamento sem licenciamento, de R$ 500,00, quando a máxima poderia chegar a R$ 10 milhões. “Nossa intenção não é de multar, mas regularizar a situação, porque são proprietários conscientes, que não têm causado danos ao meio ambiente”, justifica. Dentre os passeios que estão em situação irregular quanto ao licenciamento ambiental alguns dos mais conhecidos são a Ilha do Padre, Balneário do Sol e Cachoeira do Aquidaban. Luciano Loubet explicou, ao ingressar com ação, que sem o licenciamento os atrativos não têm um estudo sobre limitação de público e monitoramento ambiental, para assegurar a preservação dos recursos naturais. Ele já havia dado prazo de quatro meses para os proprietários regularizarem a situação, sendo dois para a tramitação do pedido e outros dois de folga caso houvesse algum imprevisto. As ações foram apresentadas como resultado de cerca de quatro anos de investigação pelo promotor.  

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