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Piloto que fez gesto obseno deve voltar hoje aos EUA

15 janeiro 2004 - 09h32

O piloto norte-americano Dale Robbin Hersh, 52 anos, da American Airlines, deve voltar na noite de hoje para Miami, em um vôo das 23h30. De acordo com o Bom Dia Brasil, o piloto que fez um gesto obsceno ontem enquanto era fichado pela Polícia Federal passou a madrugada de hoje na sala VIP da companhia aérea no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica). O passaporte do piloto, que está retido, será liberado após ser compensado o cheque de R$ 36 mil pago pela companhia como multa para evitar uma ação penal contra o comandante. O dinheiro será revertido para um asilo de Guarulhos. Ainda de acordo com o Bom Dia, a American Airlines irá pegar o cheque hoje e pagar a multa em dinheiro para agilizar o processo. O piloto foi autuado no posto da Polícia Federal no aeroporto por desacato a autoridade depois de ter debochado do sistema de identificação de estrangeiros do Brasil. Depois de chegar em um avião vindo de Miami, Hersh fez um gesto obsceno ao ser fotografado por um agente da Polícia Federal no desembarque. Acabou detido e, depois de algumas horas, enviado à Justiça Federal na cidade. Onze tripulantes do avião riram da brincadeira do comandante e foram impedidos de entrar no país. Eles voltaram ontem à noite para Miami após passar cerca de 12 horas na sala VIP da American Airlines. Todos viajaram como passageiros e, como não foram deportados, poderão voltar ao país em outra ocasião. Piloto vaiadoDepois de passar cerca de seis horas detido, enquanto a Polícia Federal decidia sobre se o autuaria ou não, Robbin Hersh deixou o aeroporto à tarde em um carro da Polícia Federal para ser levado ao prédio da Justiça Federal, no centro de Guarulhos. Na saída, sem algemas, foi vaiado e hostilizado por cerca de 60 passageiros de outros vôos. Quase ao mesmo tempo a Polícia Federal divulgava a sua foto, fazendo o gesto obsceno. À noite, o procurador Mateus Beraldi anunciou a aplicação da multa. Pedido de desculpaDe acordo com o delegado da PF, Valter Castilho, Hersh tentou negociar com a polícia ao saber que poderia ser preso. O norte-americano pediu desculpas e disse que não tinha a intenção de agredir alguém, mostrando-se arrependido. As negociações sobre o que fazer com o norte-americano tiveram a participação do Consulado norte-americano em São Paulo. Já o Itamaraty disse não considerar o incidente como diplomático, mas "burocrático". Nota da American AirlinesA direção American Airlines nos Estados Unidos se manifestou sobre o assunto e pediu desculpas ao governo brasileiro e às autoridades da PF. A empresa garantiu que tudo não passou de um mal-entendido e que orienta seus funcionários a obedecer às regras dos países onde chegam.  

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