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PF vai liberar presos na Xeque-Mate; temporária vence hoje

13 junho 2007 - 15h07

A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul deve liberar na tarde desta quarta-feira os presos pela Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal, que não tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

A PF pediu à Justiça a prisão preventiva de 32 acusados de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. À Justiça Federal, a PF pediu a de 11 pessoas. Já na Justiça de Três Lagoas (MS), a Polícia Federal pediu a prisão preventiva de 21.

O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS), Dalton Igor Kita Conrado, decidiu na noite desta terça-feira decretar a prisão preventiva de apenas nove acusados, entre eles Nilton Cézar Servo, apontado como chefe quadrilha, desmontada pela Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal. O compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Morelli Filho, teve a prisão revogada e vai deixar a cadeia.

A PF prendeu durante a operação, deflagrada no dia 4 de junho, 80 pessoas, mas apenas 67 permaneciam presas porque tiveram a prisão temporária prorrogada na última sexta-feira pela Justiça. A temporária vence hoje, feriado em Campo Grande.

No total, a Justiça Federal revogou a prisão de 18 das 27 pessoas julgadas pela instância federal. Os outros 40 casos estão na Justiça de Três Lagoas (MS), que ainda não se pronunciou sobre os 21 pedidos da PF.

Pela decisão da Justiça Federal, permanecerão presos dois coronéis da Polícia Militar --Marmo Marcelino Vieira de Arruda e Sérgio Roberto Carvalho--; Ary Silas Portugal, gerente de máquina caça-níquel; Hércules Mandetta Neto, apontado como um dos líderes da máfia; José Eduardo Abdulahad, empresário do ramo de caça-níqueis; Edmo Medina Marquetti, investigador; e o dono da empresa Multiplay, Raimondo Romano. A PF descartou ontem que Romano tenha sido preso no México, como foi divulgado.

O ex-deputado federal Gandi Jamil Georges, dono de um cassino no Paraguai, continua foragido e com prisão preventiva decretada.

A Justiça Federal negou o pedido de prisão preventiva do advogado João Alex Monteiro Catan. A PF também pediu a do coronel da Polícia Militar Edson Gonçalves da Silva, mas o pedido foi negado pelo Ministério Público e não chegou a ser julgado pela Justiça Federal.

Inquérito

A Polícia Federal deve apresentar hoje à Justiça Federal em Mato Grosso do Sul o relatório final do inquérito sobre a Operação Xeque-Mate.

Ontem, o delegado que preside o inquérito, Alexandre Custódio, analisou todos os documentos apreendidos e os depoimentos dos suspeitos de envolvimento com a quadrilha.

O relatório será encaminhado ao juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que analisará o documento e encaminhará ao Ministério Público Federal. Os procuradores poderão ou não oferecer denúncia contra os citados no relatório.

Suspeitos

Entre os suspeitos de integrarem a máfia dos caça-níqueis está Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi indiciado no caso por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário. A PF chegou a pedir a prisão de Vavá, mas a Justiça indeferiu o pedido.

O presidente disse ontem que duvida que seu irmão tenha feito lobby junto ao governo. Para Lula, Vavá está mais para ingênuo do que para lobista. "Não acredito que Vavá seja lobista. Ele está mais para ingênuo", disse Lula.

Na segunda-feira, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, outro irmão do presidente Lula, admitiu ao "Jornal da Globo" ter ligado no dia 20 de maio deste ano a Vavá para advertir o irmão de que ele estaria fazendo um suposto lobby no governo e marcar um encontro dele com Lula em Brasília, segundo reportagem Folha publicada ontem.

Operação

No dia 4 de junho, a PF prendeu 76 pessoas. No dia seguinte, a PF anunciou a prisão de mais duas pessoas --Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo.

Cézar Servo é investigado por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados e teria ligações com Vavá e com o compadre de Lula, Dario Morelli Filho. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista.

Na noite do dia 6, Hércules Mandetta Neto, irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), Luiz Henrique Mandetta, que estava foragido, se apresentou à PF. No dia 8, Ari Silas Portugal, também se entregou.

Com isso, a PF prendeu 80 pessoas na operação. Cinco acusados ainda estão foragidos.

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