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PF prende grupo que usava a internet para desviar dinheiro

20 outubro 2004 - 18h38

A Polícia Federal prendeu hoje uma quadrilha com 53 pessoas acusadas de organizar um grande esquema de fraudes pela internet. Os criminosos enviavam e-mails falsos para obter dados financeiros dos internautas e depois desviavam esse dinheiro para outras contas. As prisões fazem parte da operação Cavalo de Tróia 2, que começou na manhã de hoje e teve apoio financeiro da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Os presos estão sendo ouvidos nas superintendências de Belém (PA), São Luís (MA), Palmas (TO) e Fortaleza (CE). De acordo com a polícia, 18 pessoas presas já haviam sido detidas na primeira operação Cavalo de Tróia. Elas foram liberadas após as investigações e voltaram a cometer crimes pela rede mundial de computadores. A operação reuniu 160 policiais no estado do Pará, vindos de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Foram apreendidos carros e computadores. Modus operandi Para cometer os golpes, os criminosos utilizaram a técnica de "phishing scam". Essa técnica consiste em criar sites falsos idênticos aos de bancos e outras instituições financeiras e mandar e-mails para os internautas, pedindo para que eles confirmem seus dados, como número da conta corrente e senha. Uma vez nas páginas falsas, os usuários digitam as informações, que são retidas pelos hackers e usadas para desviar dinheiro e cometer outros crimes. Os criminosos ainda instalavam cavalos de tróia nos computadores das vítimas. Esses programas registravam senhas dos internautas e depois enviavam os dados dos correntistas para os hackers. De posse desses dados, os criminosos faziam saques e transferências para contas de laranjas que emprestavam seus cartões e senhas mediante pagamento de R$ 100 a R$ 500. O dinheiro era depois sacado. Uma nova modalidade de fraude, com a utilização de boletos de cobrança fraudulentos, também era usada pela quadrilha. Os boletos, utilizados para a lavagem do dinheiro obtido com os crimes pela internet, eram emitidos em nome de um beneficiário que era o próprio dono de empresa emitente e estava diretamente envolvido com os criminosos. Dessa forma, o dinheiro era legalizado.

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