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PF faz operação para prender doleiros em todo País

17 agosto 2004 - 10h49

A Polícia Federal deflagrou a Operação Farol da Colina, hoje pela manhã, para prender doleiros em oito Estados. Os crimes seriam de evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A operação deve durar todo o dia. Sessenta e cinco equipes de policiais trabalham com 123 mandados de prisão e 215 de busca e apreensão em oito Estados. Seriam cerca de 800 agentes envolvidos na operação. A operação está sendo realizada no Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Amazonas, em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e na Paraíba. Segundo a rádio CBN, o grupo investigado teria movimentado, de acordo com relatório da PF, US$ 20 bilhões, entre 1997 e 2002, em remessas e recebimentos do exterior. A maioria teria operado através das contas CC5 do Banestado, alvo de investigação também de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso. Ainda de acordo com a Polícia Federal, são todos doleiros que, de alguma forma, enviaram dinheiro ilegal para o exterior por intermédio do Banestado para a conta Bacon Hill. A estimativa inicial da PF é que 52 pessoas serão presas, mas uma fonte da cúpula da instituição afirma que o número de presos pode ser bem maior. A maioria dos doleiros deve ser presa no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, várias equipes da PF estão em diligências na zona sul, zona oeste e centro da cidade para cumprir 61 mandados de busca e apreensão em casas de câmbio e 28 de mandados de prisão de empresários e doleiros. Seis pessoas já teriam sido presas. Os agentes deixaram a sede da superintendência da PF, na Praça da Mauá, no fim da madrugada de hoje, de posse da mandados de prisão e de ordens de busca e apreensão. Uma das equipes, com cerca de dez agentes, está agora no 19º andar da Torre do Rio Sul, em Botafogo, onde funciona uma empresa do ramo de informática. Em São Paulo, a PF já prendeu cinco pessoas, entre eles o doleiro Antonio Oliveira Claramon, apelidado de Toninho Barcelona. Claramunt é apontado pela Polícia como o maior doleiro do país. Segundo a CPI do Banestado, que investiga crimes de evasão de divisas, Toninho movimentou US$ 500 milhões entre 1996 e 2002. Atuam na operação em São Paulo 360 homens e 40 auditores fiscais, que realizam 92 mandados de busca e apreensão. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Sérgio Mouro, da 2ª Vara Criminal de Curitiba, especializada em crimes financeiros, conforme a rádio CBN.  

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