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PF “expulsa” paraguaia e bebê é abandonado na Capital

23 novembro 2004 - 12h57

Desde o dia 28 de outubro, bebê de apenas dois meses de idade, filho da cidadã paraguaia Cándida Bareiro, está abandonado na ECI (Enfermaria de Cuidados Intensivos) da Santa Casa de Campo Grande em virtude de a mãe dele ter sido “expulsa” de Mato Grosso do Sul pela Polícia Federal dentro da “Operação SUS-Brasil”. Ela veio à Capital buscar atendimento para o filho prematuro, mas foi obrigada a retornar ao Paraguai sem o bebê, que permanece internado na Santa Casa de Campo Grande há quase um meses. Cándida Bareiro teve o filho prematuro na cidade de Fuerte Olimpo, no Paraguai, no dia 6 de setembro deste ano. No hospital paraguaio não havia incubadoras e ela recorreu a uma casa de saúde em Porto Murtinho, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Do município, ela e o filho foram transferidos para a Santa Casa de Campo Grande. O bebê foi internado no hospital da Capital no dia 7 de setembro e apresentava pneumonia e insuficiência respiratória. Porém, a Polícia Federal localizou a paraguaia e deu prazo de cinco dias para que ela deixasse o Estado, o que ocorreu no dia 28 de outubro. Também foi aplicada multa de R$ 165. A alegação para a expulsão foi de que Cándida entrou irregularmente no País. Ela estava hospedada em uma pensão na Rua Rui Barbosa, em frente à Santa Casa. No dia 28, quando teve que deixar o País, o marido dela, Ramón Villalba Rodrigues, veio a Campo Grande para acompanhá-la no retorno. Como o bebê ainda estava sob tratamento médico, Cándida teve que retornar ao Paraguai sem levar o recém-nascido. O casal também tem outros quatro filhos pequenos. A “Operação SUS-Brasil” foi desencadeada em outubro com a finalidade de investigar a entrada de estrangeiros que buscam atendimento médico via SUS (Sistema Único de Saúde), em hospitais de Campo Grande. Os estrangeiros, na grande maioria dos casos paraguaios e bolivianos, consomem pelo menos R$ 10 milhões por ano dos recursos do SUS enviados por ano via União para Mato Grosso do Sul. A assistente social Sheila Cavalheiro, da Santa Casa de Campo Grande, explica que nenhum parente ou amigo acompanha a criança, que está internada sozinha desde que a mãe foi expulsa do País. De acordo com a assistente, a criança não possui certidão de nascimento, mas recupera-se bem e o estado de saúde é considerado bom. Sheila conta ainda que na semana passada o recém-nascido teve alta da enfermaria, porém continua internado aguardando a chegada da mãe para poder deixar o local. A assistente social informou que há vários dias tenta contato com parentes do bebê no Paraguai, sem conseguir localizá-los. Hoje pela manhã, a assistente telefonou para o Consulado do Paraguai em Campo Grande que se comprometeu em intermediar a vinda da mãe para conseguir buscar o filho. Ainda restam dúvidas a respeito de como Cándida vai poder entrar novamente no Brasil, já que foi expulsa.  

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