A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje, 30, a Operação Kolibra, para desmontar uma rede internacional de tráfico de entorpecentes. Cerca de 350 policiais cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, além de São Paulo, Mato Grosso, Pará, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Somente na capital paulista, cerca de 20 integrantes da quadrilha devem ser presos. No total são mais de 80 mandados, entre buscas e prisões temporárias e preventivas.
As investigações foram iniciadas depois informações de inteligência enviadas pela Polícia da Alemanha que demonstravam a existência de libaneses radicados no Brasil operando um esquema de tráfico internacional de drogas. Foi descoberto que a quadrilha adquiria a cocaína em países vizinhos ao Brasil e transportava para Estados Unidos, Europa (Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Suíça) e África. Para realizar o transporte do entorpecente, eram usados contêineres levados para o exterior em navios cargueiros. Outra parte da cocaína era levada por “mulas”, cidadãos aliciados para transportar a droga junto ao corpo e nas suas bagagens.
Durante a investigação, que durou dois anos, a Polícia Federal, em trabalho de cooperação policial internacional com as polícias da Espanha, de Portugal e da Bélgica, prendeu 54 pessoas que tinham ligação com a quadrilha, e apreendeu cerca de 3,4 toneladas de cocaína. A maior apreensão aconteceu em julho de 2005, quando uma troca de informações da Polícia Federal brasileira com a Polícia da Espanha resultou na descoberta de 2,5 toneladas de cocaína em um pesqueiro nas Ilhas Canárias. Na oportunidade sete pessoas foram presas. A estimativa é que o grupo criminoso tenha movimentado mais de 1 milhão de Euros e 800 mil dólares, destes quase 400 mil Euros e 600 mil dolares foram apreendidos. Durante a investigação a PF realizou diversos flagrantes, ao longo dos quase três anos de ações foram presas 54 pessoas e somente para investigar a quadrilha já foram instaurados 20 diferentes inquéritos.
A Operação Kolibra, que significa “Conexão Líbano-Brasil” serviu para a PF identificar todo o funcionamento da quadrilha, sua hierarquia e os bens adquiridos pelo grupo, que serão apreendidos, destinados à PF ou posteriormente leiloados. Nesta apuração, um dos desafios dos investigadores foi monitorar pessoas de várias nacionalidades que se comunicavam em diversas línguas como árabe, italiano, espanhol, inglês e até mesmo sérvio, outra dificuldade enfrentada pelos policiais foi compartilhar inteligência com forças policiais para realizar a vigilância em diversos países de outros continentes. Os presos durante a operação responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o narcotráfico, além de lavagem de dinheiro.
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