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Pessimismo e cinismo prejudicam o coração, diz pesquisa

17 agosto 2009 - 14h16

Uma nova pesquisa realizada na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirma que ter uma atitude positiva pode proteger contra doenças cardíacas. O estudo, realizado durante quinze anos com 162 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa, mostrou que as mulheres com maior grau de hostilidade de cinismo têm maiores chances de desenvolver doenças cardíacas e morrer, enquanto aquelas que têm uma atitude mais positiva são mais saudáveis. “Não sabemos exatamente por quê, mas a atitude parece importar para a saúde”, afirma Hilary Tindle, médica que participou da pesquisa.
As mulheres que participaram do estudo responderam a questionários que mediram seus níveis de otimismo e níveis gerais de hostilidade de cinismo. Com oito anos de pesquisa, os médicos descobriram que as mulheres que eram mais otimistas tinham 9% menos chances de desenvolver doenças cardíacas e 14% menos chances de morrer das causas de morte que as mulheres pessimistas sofreram.
Mulheres com um alto grau de cinismo e hostilidade tiveram 16% mais chances de morrer, quando comparadas com as menos hostis.
Como se tornar um otimista?
Em comparação com os pessimistas, os otimistas têm maiores chances de serem mais jovens, ter maiores níveis de educação e renda, ter empregos estáveis e plano de saúde. Já os pessimistas tinham maior propensão a ter diabetes, pressão alta, colesterol alto e depressão. Além disso, têm maiores chances de ter sobrepeso, fumar e evitar exercícios físicos.
Apesar dessas diferenças claras, Tindle afirma que não há explicações óbvias sobre a diferença entre os dois grupos. O psicólogo Barry J. Jacobs afirma que o estudo adiciona informações a um crescente ramo de pesquisa, que mostra que o otimismo é um fator importante para a saúde. “Existem muitas hipóteses sobre por que isso acontece, mas realmente não sabemos por que o otimismo parece ser tão benéfico para a saúde”, afirma Jacobs.
Entretanto, alguns sinais podem ser percebidos: “Uma pessoa que acredita que a vida não vale a pena provavelmente não costuma freqüentar uma academia três vezes por semana”, afirma o psicólogo.
Mas será que é possível que um pessimista se torne um otimista para melhorar sua qualidade de vida? O psiquiatra Redford Williams acredita que sim. De acordo com Williams, um estudo feito pela Universidade de Duke mostrou que pacientes cardíacos que freqüentaram workshops durante duas semanas que ajudavam a lidar com a situação da doença tiveram menos depressão e melhor controle da pressão sanguínea que pacientes que tiveram uma aula de uma hora sobre stress.“As pessoas podem aprender essas habilidades, e cada vez mais pesquisas mostram que isso pode não apenas melhorar sua vida, mas salva-la”, afirma Williams.

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