O número de exames mensais de DNA no Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), ligado à Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul, caiu de 500 para zero. As análises estão paradas desde 2014 porque faltam materiais básicos para os testes. O governo do estado admite o problema.
O principal produto em falta é o polímero, usado para a leitura do DNA. Um frasco custa em torno de R$ 1,5 mil e é suficiente para a análise de quase mil amostras.
“Não tem o que fazer. Por mais boa vontade que você tenha, de fazer o trabalho e terminar aqueles exames que foram designados ao perito, ele não tem como fazer. Sem material não tem como”, afirmou o presidente da Associação dos Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul (APO-MS), Antônio César Moreira de Oliveira.
Conforme o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Sílvio Cesar Maluf, a culpa é da gestão anterior por não pagar uma dívida com a única empresa que fornece o produto no país.
“O governo atual fica impedido de pagar conta que o governo anterior fez. Foi realizada a compra, entretanto foi anulado o pagamento”, declarou.
São muitos os ofícios enviados por delegados e juízes cobrando urgência na entrega dos laudos. Só de estupro são 41 casos à espera do resultado dos exames.
“O retrato falado bate, as testemunhas indicam pessoas com aquelas características, então a gente fica na dependência deste exame para que se comprove 99,9% de que efetivamente ele é o autor do fato”, explicou a delegada Rosely Molina, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
“Se o processo criminal é mal instruído, não tem provas suficientes para formar a convicção do juiz, para o juiz ter a certeza que aquela pessoa acusada cometeu um crime, o juiz vai absolver, porque, na dúvida, na falta de provas suficientes, absolve-se”, destacou o presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), Luiz Felipe Medeiros Vieira.
Casos
Há ainda dezenas de casos que dependem dos exames de DNA para o reconhecimento de corpos. Um deles estava entre as 11 pessoas que morreram após acidente entre uma van e uma carreta na BR-267 há um ano e meio.
Outro caso que nem chegou à Justiça é o de uma jovem de 22 anos que foi violentada. Isso porque o exame de DNA para comprovar quem estuprou a vítima não foi feito. O suspeito era um amigo da família.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Ação conjunta intercepta ônibus para deslocamento de estrangeiros

Novas regras de consignado para servidores entram em vigor

Polícia apreende quase uma tonelada de maconha em veículo

Escorpiões: como evitar acidentes e o que fazer em caso de picada

Pedestre morre após ser atropelado por carreta na BR-262

Mais de 47 milhões ainda têm dinheiro esquecido nos bancos

Justiça concede liberdade a paranaense presa com skunk

Dólar cai a R$ 4,99 com expectativa de negociações entre EUA e Irã

Bebê morre no dia do aniversário após ser atacado por galo

Caminhonete furtada é abandonada em fuga e polícia encontra 1,5t de maconha em canavial
Mais Lidas

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica

Idosa é enganada por falso prêmio e descobre empréstimos de R$ 1,8 mil em Dourados

Inmet emite dois alertas de tempestade e coloca Dourados em atenção no fim de semana

Um frasco custa em torno de R$ 1,5 mil e é suficiente para a análise de quase mil amostras-Foto: Divulgação/G1