Presidiários de Dourados em conjunto com presos de Campo Grande planejavam uma série de atentados em todo o Estado desta segunda quinzena de março até o Dia das Mães. O plano estava sendo feito por membros do Primeiro Comando da Capital – PCC.
As vítimas seriam autoridades do judiciário e militares. A informação veio de um despacho do juiz federal Odilon de Oliveira, que autorizou a transferência de dez líderes do PCC para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande.
Os criminosos em sua maioria fazem parte dos “cabeças” que planejaram a série de atentados em maio de 2006. Servidores da Agência Estadual de Administração dos Estabelecimentos Penitenciários – Agepen, também estariam entre os alvos do bando.
Com isso o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, fez a solicitação para que eles fossem levados para o presídio da capital o mais rápido possível, em regime de emergência. O documento com estas informações diz ainda que o Serviço de Inteligência do Sistema Penitenciário Estadual detectou “que esse grupo de presos estaria articulando novas rebeliões, que poderiam ocorrer a qualquer momento”.
Aqui não
Mesmo com todas estas provas, o Ministério Público Federal negou o pedido de transferência da Justiça do Mato Grosso do Sul, dizendo que os presos do Estado não eram responsabilidade deles. A saída seria, portanto, a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, sob os cuidados do Departamento Penitenciário Nacional – Depen.
A Agepen insistiu no pedido para a Penitenciária Federal de Campo Grande, e em ofício as vagas foram conseguidas. O juiz Odilon de Oliveira participou de todo o processo e no despacho que enviou ao Ministério Público Federal deixou claro sua posição. “O sistema prisional, em casos que tais, não pode permanecer em posição contemplativa. As autoridades ligadas ao presídio federal ou que devam se manifestar nos processos de pedidos de transferências não podem se sensibilizar apenas com as situações de casa”.
Os presos
Os presos transferidos têm listas de crimes extensas em seus currículos, trazendo homicídios, roubos, seqüestros, tráfico de drogas e falsificação. Fazem parte da lista Divanil Martins Queiros (26), Flávio Rodrigues Aredes de Araújo (23), Wenderson Petronilho Fortes (43), Matheus Palmieri Fialho (28), Ronaldo de Almeida Cardoso (28), Anderson Espíndola da Silva (25), Gentil Barreto de Lima (23), George William Pereira Kowalewski (32), Cícero Lourenço da Silva (41), Enéas de Souza José.
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