Menu
Busca quinta, 28 de maio de 2020
(67) 99659-5905

Patrulha Mirim é o retrato do abandono

31 janeiro 2010 - 11h00








A Patrulha Mirim de Dourados, que já chegou a contar com cerca de 500 integrantes e em um determinado momento oferecia até 400 vagas para o mercado de trabalho local, vive hoje um quadro deprimente. Com a sede localizada na região do bairro João Paulo II tomada pelo matagal e o prédio destruído pela ação de vândalos e marginais, a entidade conta com cerca de 80 membros, dos quais menos de 20 integrados ao mercado.
Uma Ação Civil Pública tramita no Ministério Público Estadual contra o ex-presidente da Associação dos Patrulheiros Mirins de Dourados, Marcos Dias de Paula que administrou a entidade por três mandatos (2004-2005/2006-2007 e de janeiro a agosto de 2008). A denúncia protocolada em julho de 2008 foi comprovada com a pratica de improbidade administrativa por irregularidades na prestação de contas de recursos públicos na ordem de R$ 40 mil oriundos de três convênios com a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Dourados.
Marcos renunciou a presidência da Patrulha Mirim em agosto de 2008, restando apenas dívidas de aproximadamente R$ 120 mil com a Previdência Social, que estão vinculadas ao CNPJ da Associação dos Patrulheiros Mirins que ficou inadimplente com o Município de Dourados e o Governo do Estado, além de ter cancelado o seu título de utilidade pública municipal.
Em agosto de 2008 foi eleita nova diretoria na Patrulha Mirim, mas em função de estar impedida de firmar convênios com o poder público, não possuir a Certidão Negativa de Débitos com o INSS e má gerência em convênios de prestação de serviço com empresas públicas e privadas, a entidade perdeu o convênio que mantinha com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e o Ministério Público Estadual, onde ao todo cerca de vinte adolescentes eram empregados.
No procedimento de investigação do Ministério Público, que é conduzido pelo promotor do patrimônio público Paulo César Zeni,  há dois ofícios do INSS acusando a dívida de aproximadamente R$ 200 mil no CNPJ da “Corporação dos Patrulheiros Mirins de Dourados”, que desde dezembro de 2003 não elege diretoria, e R$ 120 mil no CNPJ da “Associação dos Patrulheiros Mirins de Dourados” criada em 2004, entre outras irregularidades.
O estado de abandono da corporação pode ser comprovado pela destruição no prédio de madeira, banheiros impedidos de uso, entulhos acumulados nos fundos do terreno com restos de materiais permanente e galhos de árvore, uma dispensa nos fundos da Associação abriga carcaças de computadores doados em 2004 pelo Governo do Estado e materiais de uma biblioteca que chegou a ser inaugurada em época de campanha eleitoral.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PANDEMIA
Novo coronavírus ainda não chegou aos distritos de Dourados
DOURADOS
Primeiro dia de barreira sanitária flagrou três suspeitos de coronavírus
ARTIGO
Home Office
COVID-19
MPE pede multa diária de R$ 30 mil ao município por falta de estudo epidemiológico de casal
COVID-19
Curva segue ascendente e Dourados ultrapassa 200 casos de coronavírus
APARECIDA DO TABOADO
Proprietário de fazenda é autuado em quase R$ 13 mil por exploração ilegal de madeira
DOURADOS
Na reta final, vacinação contra Influenza só atingiu meta em dois grupos até agora
SAÚDE PÚBLICA
Segundo do país em incidência, MS se aproxima de 60 mil notificações por dengue
ARQUITETURA & DESIGN
O sonho de toda mulher: o closet por Juliana Saraiva
PANDEMIA
Mesmo com o aumento diário de casos de coronavírus, douradenses mantêm isolamento baixo

Mais Lidas

DOURADOS
Paciente com suspeita de coronavírus afasta mais de 20 profissionais da saúde no HV e UPA
PANDEMIA
Dourados é "campeã" de casos de coronavírus em MS pelo 3º dia consecutivo
PANDEMIA
Dourados investiga morte com suspeita do novo coronavírus
DOURADOS
Empresários cobram de Délia prova científica para justificar toque de recolher