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Partidos recorrem ao STF contra nova regra do TSE

08 junho 2006 - 06h51

Partidos de oposição vão recorrer ao STF para revogar a norma divulgada na última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo a qual partidos que não tiverem candidato à Presidência da República só poderão se aliar nos Estados a partidos na mesma situação. Liderado pelo PFL, um grupo de partidos, que contaria com o apoio do PMDB, PSDB e PV, já prepara um recurso a ser impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF).Até mesmo o governo, citado como o maior beneficiado pela norma, mobilizou partidos da base aliada para recorrer, como o PSDB e o PCdoB. A Executiva Nacional do PSB vai impetrar mandado de segurança no STF para tentar suspender a decisão. Já o PCdoB vai recorrer ao Supremo com uma ação direta de inconstitucionalidade."Temos de pedir a reformulação da posição do TSE e pedir sua anulação ao Supremo, independentemente das chances de o recurso ser aprovado no STF", disse o presidente do PFL, o senador Jorge Bornhausen (SC) ao jornal O Estado de S. Paulo.Ele disse que não assume a responsabilidade de impor as novas regras aos Estados sem que o STF dê uma palavra final sobre o assunto. "A responsabilidade passa a ser da Justiça, que muda as regras a quatro dias de uma convenção que vai decidir sobre candidaturas", justificou. Ontem, o PFL pediu ao TSE que responda todas as consultas feitas sobre as regras de alianças até amanhã."A decisão do TSE modifica o quadro de maneira radical. Pode prejudicar todos e beneficiar alguns", disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini, ao jornal Folha de S. Paulo. Se PT, PSB e PCdoB fizerem aliança, haverá candidaturas antagônicas em ao menos cinco Estados. "Vamos ter que rever todo o quadro nacional e reavaliar tudo isso até sexta", disse Berzoini. GovernoBornhausen disse não acreditar que o presidente Lula tenha qualquer responsabilidade sobre a mudança das regras agora. "O PT pode ser o beneficiário dessas mudanças, mas não creio que o Lula tenha algo a ver com elas", afirmou. O senador também duvida que o PMDB faça uma coligação formal com o PT, como queria o presidente, ou que se junte à oposição, ampliando a aliança em torno do candidato tucano a presidente, Geraldo Alckmin. 

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