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Para oposição, CPI no Senado é "inevitável"

05 abril 2008 - 05h55

Líderes de oposição classificaram ontem como "inevitável" a necessidade de instalação de uma CPI exclusiva no Senado para investigar o uso de cartões corporativos pelo governo. O presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), concordou e disse que vai formalizar a instalação da comissão com a leitura do seu requerimento em plenário na terça.
O Jornal Folha de São Paulo publicou ontem cópia dos registros do arquivo de computador em que foram listados os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, e de ministros tucanos. O documento demonstra a data em que o material começou a ser produzido (11 de fevereiro de 2008) e que foi salvo na rede de computadores da Casa Civil.
"Essas novas informações só fazem contribuir para um clima favorável para essa nova CPI", disse Garibaldi. "Por isso entendo que não há como segurar [a CPI]. Ela é inevitável pelo simples fato de que vou lê-la de qualquer maneira na terça-feira", afirmou.
O presidente do Senado disse, no entanto, estar preocupado com o ritmo dos trabalhos na Casa. "Sempre defendi a investigação, mas preferiria que não houvesse mais uma CPI. Não sei como vamos conviver com essas CPI mais as votações de medidas provisórias", disse. "Pode resultar num processo tumultuado que não ajuda a investigação."
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse que vai cobrar de Garibaldi o compromisso de criar a CPI . "Na comissão mista, a base aliada ao governo não quer investigar nada", disse. "Agora, a CPI exclusiva não é só necessária, é imperiosa."
Para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), a entrevista coletiva da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não esclareceu totalmente os fatos. "A tese dela dá para produzir um filme de Spielberg", ironizou o senador, referindo-se ao cineasta norte-americano famoso por seus filmes de fantasia. "Se ela está tão segura, por que não vem à CPI?"
O tucano afirmou que, em uma CPI formada apenas por senadores, a distribuição de forças vai ser mais equilibrada, já que a diferença entre o número de integrantes da base aliada e da oposição é menor.
"Além disso, mesmo que alguns requerimentos sejam rejeitados na comissão, vamos recorrer para que sejam votados em plenário também. Os bonitões e os simpaticões vão ter de dizer por que não estão querendo investigar", disse.
Integrante da base aliada na CPI mista, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) criticou os senadores que pedem a CPI exclusiva. "Eles estão se sentindo derrotados politicamente. Nós ainda temos muito trabalho pela frente", disse. "Isso é desespero de quem não sabe perder", completou o deputado Carlos Willian (PTC-MG), outro governista.
O requerimento para a CPI exclusiva no Senado foi apresentado em 19 de fevereiro como forma de pressionar os governistas para dividirem o comando da CPI mista (composta por deputados e senadores), o que fez com que a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) ficasse com a presidência da comissão e o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), com a relatoria.
Diante das dificuldades em aprovar requerimentos na CPI mista, a oposição do Senado voltou a defender a CPI exclusiva na Casa. Na comissão, os governistas têm ampla maioria porque, na Câmara dos Deputados, a base aliada também é proporcionalmente maior.
Na última quinta-feira por exemplo, os deputados que apóiam o governo conseguiram rejeitar na comissão mista 29 requerimentos que pediam convocações de autoridades do governo. Entre eles, estava o pedido de audiência com Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil. Ela deu a ordem para que o dossiê contra FHC fosse produzido.

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