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Para MP, crime em motel foi obra de "profissionais"

26 agosto 2005 - 07h37

"Crime de profissionais”, desta forma o promotor Gerardo Eriberto de Morais, do Ministério Público Estadual, classifica o assassinato da acompanhante Eliane Ortiz, 22 anos, e do estudante Murilo Boarin Alcalde, 21 anos, que foram encontrados mortos em um quarto de motel, no Jardim Paulista, em Campo Grande. Decorridos 64 dias, a causa da morte de Murilo ainda não foi determinada, já que os laudos não foram concluídos. Contudo, informações extra-oficiais sobre o laudo dão conta que o rapaz foi asfixiado, não sendo possível precisar se foi mecânica ou química. “Os autores souberam dissimular as mortes. Este caso está dando trabalho a polícia, principalmente, sobre o que causou a morte do Murilo”, pondera o promotor. Também conforme Eriberto, o crime, conhecido como Caso Motel, evidencia a falta de infra-estrutura por parte da perícia da Secretaria de Segurança Publica e Justiça de Mato Grosso do Sul. “O Ministério Público vai ter que cobrar providências. Ficou evidente a falta de estrutura no trabalho dos peritos”, salienta. Diante da falta de informações conclusivas, os corpos de Murilo e Eliane serão exumados. A exumação do corpo do rapaz seria feita na próxima terça-feira, mas como é necessária a autorização do cemitério, o procedimento será feito em outra data, ainda há ser definida. A exumação do corpo de Eliane, que foi enterrada em sua cidade natal, Marechal Rondon (PR), ainda não foi marcada. No corpo do rapaz, deve ser dada atenção especial as unhas, pois quando uma pessoa é asfixiada a reação instintiva é arranhar o agressor. “Já foram recolhidas amostras do sangue de alguns suspeitos, que serão comparados ao material recolhido na exumação”,explica o promotor. Contudo, ele afirma que “nessa altura da investigação apontar o nome de um suspeito é muito perigoso”. O Ministério Público solicitou a quebra de sigilo telefônico dos três celulares de Eliane Ortiz, dois celulares de Murilo Alcalde, um celular do motel e um celular da boate Mariza’s, onde a jovem trabalhava. Até o momento só foi autorizada a quebra do sigilo de um dos celulares de Murilo. Investigações paralelas Além da investigação da Polícia Civil, através da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios), a PM 2, Serviço de Inteligência da Polícia Militar, investiga, por meio de sindicância, a presença de PMs no local do crime. Segundo o promotor Gerardo, no dia do crime havia excesso de policiais no motel. “Além da guarnição normal, havia mais duas guarnições”, destaca. A PM 2 já quebrou o sigilo telefônico de dois policiais. A Polícia Civil também está fazendo uma investigação paralela para apurar se houve falhas na perícia.

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