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SAÚDE & BEM - ESTAR

Pandemia: o que será de nós, depois da máscara?

26 setembro 2020 - 06h00Por Uisney Gomes Portella

Saúde!

Até março deste ano, essa era apenas uma forma educada de se dirigir a uma pessoa que tinha acabado de espirrar. Contudo, com o aumento do número de casos de infecção pelo Covid-19, pessoas já foram agredidas por espirrar. Não quero comentar sobre a agressão em si, mas o que está por trás disso é que merece nossa atenção. Neste texto eu quero conversar um pouco com você sobre o que está acontecendo conosco a nível psicológico. Quais os efeitos da pandemia em nosso funcionamento como pessoas? No entanto, a cereja desse bolo é a reflexão acerca do quanto mudaremos como sociedade após essa pandemia. Quando retirarmos nossas máscaras de proteção, quem, de fato, seremos? 

Falando de ansiedade...

A pergunta inicial é: você identificou alguma mudança em seu comportamento neste período? Se a resposta for positiva, saiba que você não está só. Houve um aumento considerável de fatores estressores como medo de perder o emprego, queda no faturamento de pequenas e médias empresas, medo diante da possibilidade de ser infectado, isolamento social e maior tempo de convívio com familiares. Para quem se espantou com este último fator, saiba que, por exemplo, o número de divórcios aumentou em 18,7% nesse período (fonte: Agência Brasil). A realidade é que não estávamos preparados para o que está acontecendo. Fomos pegos de surpresa. De repente não podíamos mais abraçar, apertar as mãos, beijar rostos. Sem dúvidas é um teste para a nossa característica mais marcante: a vida em sociedade.

Sigmund Freud, nos idos de 1930 publicou sua obra intitulada “O Mal-estar na Civilização”. Nela, o Dr. Freud descrevia três causas para o sofrimento da humanidade. São elas: o poder devastador das forças da natureza, o sofrimento resultante das relações entre os humanos e a vulnerabilidade de nossos corpos. De fato, são três origens que não podemos escapar, pois, estamos num planeta em constante transformação, vivemos as consequências de nossas interações sociais e nossos corpos parecem estar cada vez mais suscetíveis a, doenças. O que podemos apurar é que desde suas origens a humanidade atravessa períodos extremamente conturbados, com imenso poder de transformar nossas relações como seres humanos.

                 Sigmund Freud


 

Cada um de nós possui um limiar de tolerância aos fatores estressantes. Por outro lado, a longa duração desta pandemia (mais de seis meses) põe à prova até a mais forte das resistências. A consequência inevitável é a ansiedade. Entenda ansiedade como uma exaustiva tentativa de controlar o que acontece entre o agora e o depois. Ou seja, não temos nenhum controle sobre esse espaço-tempo compreendido entre o que vivemos neste exato momento e o que nos acontecerá amanhã. A pandemia parece ter agravado essa necessidade de controle, afinal não sabemos como, e quando, isso tudo acabará. Como será a sociedade pós-pandemia? Quem espirrar ao meu lado receberá o carinho do desejo de “saúde” ou perceberá que me afastarei aterrorizado? 

Comece a construir agora a pessoa que você quer ser após a pandemia

Diante de todo cenário de incerteza temos uma única convicção: a vida continuará, mesmo que aos trancos e barrancos. Mesmo o mais otimista dos profissionais de saúde mental não pode projetar, com precisão, como a sociedade emergirá desta crise. Estamos falando de seres humanos com a imensa capacidade de adaptação. Diante disso, posso fazer uma afirmação sem medo de errar: não seremos os mesmos depois da máscara! Com ou sem distanciamento social, teremos que aprender novas práticas e, ainda, conviver com a possibilidade de novas pandemias, uma vez que não há barreira sanitária que resista à globalização. Mas calma! Não há nada de apocalíptico nisso! Não estou anunciando o fim do mundo. Lembre-se da nossa capacidade de adaptação. Como humanidade já passamos pela gripe espanhola, peste-negra, duas grandes guerras… vamos superar mais esse desafio.

Não é errado falar em legado. Estamos passando por uma situação mundialmente delicada. No Brasil, infelizmente já rompemos a casa dos 130 mil óbitos. Em consideração a tantas pessoas que se foram, nós podemos, e devemos, despertar para a necessidade do fortalecimento de nossa essência. O primeiro passo para isso é aprender com tudo que está acontecendo. Não podemos sair desse período nefasto como seres humanos piorados, desconstruídos, descaracterizados. Antes, cada pessoa é o centro do processo de retomada rumo a dias melhores. Como posso fazer isso? Talvez você se indague. Como profissional da área de saúde mental eu respondo: seja mais você! Com todas as suas imperfeições, fortalezas e fraquezas, mas entenda como você funciona. A ferramenta para isso é o autoconhecimento. 

A psicoterapia ajuda muito no processo de autoconhecimento. Como Psicólogo Gestalt-terapeuta entendo os benefícios da busca pela autoconsciência. O maior deles, sem dúvida, é o crescimento psicológico. Pense nas marcas que esse período impôs em sua vida. Como estão os seus relacionamentos? Quem é você hoje? Tantas perguntas, mas as respostas estão em você. Acredite. Mesmo em tempos difíceis o crescimento pessoal é perfeitamente possível. Depende de você. Cada alvorecer contemplado é uma nova possibilidade. Afinal, mais cedo ou mais tarde (espero que não) as máscaras de proteção não serão mais necessárias. Como você quer estar quando isso tudo acabar? É sua decisão. Não há pessoa, ou vírus, que possa fazer isso por você. O primeiro passo é seu, mas estou disponível para te ajudar nesse processo. Inicie sua psicoterapia.

Telefone: (67) 99660-8147

Facebook: Uisney G. Portella Psicólogo

https://uisneypsico.com.br

Rua Toshinobu Katayama 1350, Sala 7, Galeria Planalto, Vila Planalto, Dourados - MS

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