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Palmeiras e São Paulo: sem guerra pela vaga na final

20 abril 2008 - 06h30

O Estádio Palestra Itália será palco, às 16 horas, do jogo mais tenso do ano, dentro e fora do campo. Mais do que uma vaga na decisão do Campeonato Paulista, Palmeiras e São Paulo jogam para evitar as tensões, preocupações e desconfianças que sempre aparecem após uma derrota num clássico. Como venceu o primeiro jogo (2 a 1) na semana passada, o São Paulo joga por um empate.

A partida deste domingo já gerou polêmicas na hora em que foi definido o confronto da semifinal. Afinal, o Palmeiras bateu o pé e conseguiu fazer com que o jogo fosse realizado no seu estádio, apesar da negativa do Ministério Público. Além do MP, centenas de policiais estarão no Palestra para garantir a segurança dos 27.650 torcedores que compraram os ingressos.

No meio da semana, os clubes têm partidas decisivas por outras competições: os tricolores enfrentam o Atlético Nacional, de Medellín, pela Copa Libertadores e os palmeirenses recebem o Sport, pela Copa do Brasil. A rivalidade entre São Paulo e Palmeiras reacendeu um campeonato que, na teoria, não era a prioridade para nenhum dos dois. No clube do Morumbi, todos menos o técnico Muricy Ramalho tratam a Libertadores como uma obsessão. Ou tratavam, até que o rival atravessou o caminho no Estadual. A situação mudou a ponto de fazer o clube reintegrar o volante Fábio Santos, afastado por ter abusado da indisciplina e abandonado a concentração. No Palmeiras, o embate contra o São Paulo é o primeiro teste real para um clube que começou a se reerguer neste ano, com a ajuda de uma parceria milionária, a contratação de Vanderle Luxemburgo e vários reforços cobiçados.

O técnico costuma dizer que "este grupo ainda vai ser campeão", não necessariamente na atual competição. Mas o encontro com o rival na semifinal apressa a necessidade. Treino secreto, "lei da mordaça" para jogadores polêmicos ou ex-atletas do rival - tudo isso mostra a preocupação do Palmeiras com o embate. A semana que antecedeu o clássico também foi marcada por tensões, troca de farpas e acusações de parte a parte. A escalação do juiz, o número de ingressos distribuídos para cada lado e os erros de arbitragem do primeiro jogo foram motivos de briga para cartolas dos dois clubes.
 
Em termos. No ano passado, o São Paulo caiu nesta mesma fase, ante o São Caetano, e dias depois foi varrido da Libertadores pelo Grêmio. Instalou-se um princípio de crise, o presidente Juvenal Juvêncio meteu todos os dedos na escalação e o time e se arrumou para vencer o Campeonato Brasileiro. Talvez por isso, Muricy Ramalho não admita que se fale em Libertadores. "Temos que jogar contra o Palmeiras antes, e é só disso que eu falo".

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