Projeto para o confinamento de até 50 mil animais através de parceria ou do chamado "boitel" - aluguel para engorda será apresentado aos produtores do Estado no dia 24 de março, as 19h30, na palestra "Confinamento Malibu", que será realizada no auditório do Sindicato Rural de Campo Grande. O evento apresentará as vantagens do serviço de acabamento e engorda de bovinos destinados ao abate que será inaugurado em abril na Capital.
A palestra será conduzida por três representantes do grupo Malibu: Rodrigo Arruy (diretor financeiro); Fernando Flores (gerente comercial), e Ana Vasconcelos Bueno (veterinária) responsável pela analise de negócios da unidade Malibu em Castilho (SP), planta com capacidade estática instalada para o confinamento de até 25 mil animais.
Segundo Ana Bueno, também especialista do mercado agropecuário, o projeto, localizado na BR 163 (saída para São Paulo) em uma fazenda de 580 hectares, está em fase final de acabamento. "Estamos terminando as obras na área de 121 hectares que será destinada ao confinamento de até 50 mil cabeças de gado", adianta.
"Malibu é uma prestadora de serviços, nosso objetivo não é a compra de bois, queremos buscar parceiros para engorda, e vamos informar ao produtor as vantagens de nosso serviço", explica.
Ela revela que o Grupo Malibu escolheu Campo Grande como sede do investimento com base em um amplo estudo econômico da região. Foram avaliadas as questões de logística, rebanho e capacidade instalada de abate. Dentre os pontos positivos está a sensível expansão das indústrias instaladas. "A médio prazo os abates devem ultrapassar as 10 mil cabeças/dia".
"O Mato Grosso do Sul possui o maior rebanho produtivo do país e Campo Grande está estrategicamente localizada entre os grandes centros pecuários", declara.
Projeto Malibu
Ana Vasconcelos conta como os serviços são oferecidos. Na modalidade "parceria", o pecuarista fica com o valor do peso de entrada do animal no confinamento. Quando o Malibu vender o boi, o frigorífico paga diretamente para o produtor o valor referente ao peso do animal antes da engorda. "O boi entra no confinamento com 12 arrobas e sai com 17", exemplifica.
"Uma das vantagens é que o pecuarista tira da fazenda um boi magro com 12 arrobas, que não teria venda, e abre espaço para reposição, girando seu negócio mais rápido", comenta.
A outra modalidade oferecida é o "Boitel", onde o criador paga a diária de engorda do boi até o peso desejado de abate. "O produtor acerta o valor da diária e recebe do frigorífico o boi inteiro", concluí.
Durante a palestra os empresários apresentarão os detalhes de rentabilidade dos serviços oferecidos, expondo os sistemas que serão empregados no confinamento. O projeto inclui manejo racional, fábrica de rações, programa de saúde bovina e critérios de acabamento para a produção de carcaças de qualidade.
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