Os dados preliminares do exame toxicológico feito no casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, deram negativo. Os exames teriam concluído que na noite da morte da menina de 5 anos, sábado (29), nenhum dos dois havia ingerido álcool ou qualquer tipo de drogas.
Outro laudo concluído nesta sexta-feira (4) foi o da análise da tela de proteção do quarto de onde a menina caiu ou foi jogada. De acordo com a perícia, o corte começou a ser feito com uma faca e foi terminado com uma tesoura.
Visita do promotor
O promotor que acompanha as investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, Francisco José Taddei Cembranelli, visitou no final da tarde desta sexta-feira o prédio onde a menina morreu. Dentro de um carro da Polícia Civil, ele entrou pela garagem, sem falar com a imprensa.
O promotor, que teve acesso ao inquérito, explicou que a visita servirá para ter uma visão espacial do local do ponto de vista das testemunhas. Esta manhã, Cembranelli, concedeu entrevista coletiva sobre o caso, por cerca de uma hora e meia.
Isabella, de 5 anos, morreu no sábado (29). A polícia trabalha com a versão de que a menina tenha sido arremessada pela janela do apartamento onde mora o pai, no sexto andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo. Mas o promotor disse, nesta manhã, que não descarta a possibilidade de ela ter sido colocada na grama do jardim e não ter sido arremessada.
Na opinião do promotor, entre os pontos que devem ser esclarecidos, está o momento em que a família chegou ao prédio e subiu ao apartamento. De acordo com o inquérito, o casal teria chegado ao prédio por volta das 23h30 e o porteiro diz ter ouvido um barulho, que seria da queda de Isabella, entre 23h45 e 23h55.
Segundo a versão dada pelo pai à polícia, não se passaram mais que 5 ou 7 minutos o período em que ele leva a criança para o apartamento, retorna ao carro e volta a subir para o apartamento no 6º andar.
Ainda segundo Cembranelli, até que os bombeiros e policiais chegassem, o corpo de Isabella não foi tocado. “Não foi mexido. Não houve desespero de ninguém em prestar um socorro imediato”, afirmou.
Perícia
Esta manhã, o prédio passou por uma nova perícia, entre as 11h30 e as 13h. Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) mediram o muro que cerca o prédio e verificaram qual seria a área abrangida pelo circuito de câmeras, caso ele estivesse em funcionamento no dia crime. O local foi novamente fotografado porque as fotos tiradas na perícia anterior, realizada na noite de quarta-feira (2), ficaram escuras.
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