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Ouvidor denuncia milícia armada em fazenda de prefeito

02 setembro 2004 - 23h38

O ouvidor agrário nacional Gercino José da Silva denunciou ao Ministério Público Estadual a presença de 70 jagunços armados na fazenda Nazaré, em Marabá Paulista, no Pontal do Paranapanema. A área pertence à família do prefeito de Presidente Prudente, Agripino de Lima (PTB). Segundo ele, o grupo estaria ameaçando de morte integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) que estão acampados em um sítio vizinho. Silva pediu providências para "garantir a ordem pública e a incolumidade das famílias de trabalhadores rurais sem-terra". A denúncia foi feita no último dia 12, ao promotor de Presidente Venceslau, Lincoln Gaklya, mas somente hoje o administrador da fazenda, Paulo Arruda, genro do prefeito, tomou conhecimento, ao ser notificado pela justiça. Ele negou a denúncia e entrou em contato com a União Democrática Ruralista (UDR). O presidente da entidade, Luiz Antonio Nabhan Garcia, divulgou nota informando que a UDR vai processar o ouvidor agrário por denunciação caluniosa e por infringir o princípio da legalidade. O promotor não foi encontrado ontem no fórum. O Departamento de Ouvidoria Agrária e Mediação de Conflitos, do qual Silva é o ouvidor nacional, é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. No requerimento enviado ao promotor, Silva invoca também sua condição de presidente da Comissão Especial de Combate á Violência no Campo, criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a incumbência de garantir os direitos das pessoas envolvidas em conflitos fundiários e zelar pela paz na zona rural. Segundo ele, a presença dos jagunços armados foi constatada pela mediadora de conflitos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Sabrina Bitencourt. A fazenda foi invadida duas vezes este ano pelo MST. Na terceira tentativa, no início deste mês, os militantes foram repelidos. Segundo Nabhan, como a ordem judicial de interdito proibitório não vinha sendo respeitada pelos sem-terra, os proprietários contrataram "alguns funcionários, e não jagunços, para evitar crimes de danos, destruição, furto e incêndio, como ocorreu recentemente".

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