Após a divulgação da pesquisa CNT/Sensus desta terça-feira, em que o candidato tucano Geraldo Alckmin cai mais de sete pontos percentuais e Lula ganha já no primeiro turno, a oposição preferiu não comentar e tirar o crédito do instituto. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) resumiu: "Eu não comento pesquisa CNT. Nem quando ele (Alckmin) cresce, nem quando ele cai", afirmou. Já os governistas, mesmo com o crescimento de 3,8 pontos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preferiram manter o pé no chão. Para o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que faz parte da ala governista do PMDB, a pesquisa retrata o momento. "Ela repete o que as outras pesquisas dizem", afirmou. Apesar disso, Renan diz que é preciso ter calma e que a campanha ainda não começou. "A campanha vai começar mesmo quando a campanha de rádio e televisão tiverem início (dia 15 de agosto)", disse. A pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, com 47,9% das intenções de votos. Na pesquisa de julho, ele tinha 44,1%. Geraldo Alckmin (PSDB) passou de 27,2% para 19,7%. Heloísa Helena (Psol) subiu novamente, indo de 5,4% para 9,3%. O levantamento ouviu 2 mil pessoas, entre os dias 1º e 4 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob número 12310 /2006.
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