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Operários da construção civil farão manifestação na Capital

04 maio 2004 - 14h51

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande está organizando uma grande manifestação pública com passeata e concentrações em frente à Governadoria e à prefeitura da cidade para pressionar os poderes executivos, do Estado e município, a lançar um programa de emergência para combater o desemprego no setor que já ultrapassa 80% dos 30 mil operários desse segmento da economia na Capital.O presidente da entidade, Samuel da Silva Freitas disse que sua diretoria tomou a decisão porque tem presenciado diariamente o drama de famílias desempregadas, vivendo apenas de “bicos” e até de favores de parentes e programas sociais que doam mantimentos. “Os operários não querem viver assim, querem dignidade, querem trabalho para ganhar seu próprio sustento”, explica Samuel.Os operários querem contar com o apoio dos empresários para essa manifestação pública que ainda não tem data marcada. As construtoras, segundo Samuel, também estão sentindo na sua economia os problemas da falta de investimento no setor. “Acreditamos que devido a seu interesse em reverter esse processo, o empresário vai integrar ao movimento para ganhar a opinião pública e sensibilizar governos federal, estadual e municipal a levarem a sério o problema que conhecem bem: o desaquecimento, há anos, da construção civil”, comentou o líder sindical. O desemprego de 24 mil operários vem ocorrendo nos últimos sete anos. De 2003 para cá, o índice já ultrapassou 80% dos operários do setor. “A situação está mais crítica a cada dia. Se nenhuma providência for tomada, será o verdadeiro caos” alerta Samuel. Ele lembrou que recentemente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o investimento de pelo menos R$ 1,6 bilhão na indústria da construção civil, por reconhecer que através desse setor pode-se fomentar o emprego em outros segmentos da economia brasileira. “O problema é que ata agora não vimos nada. Nenhum centavo parece ter sido investido no setor. Estamos apreensivos. Muitas famílias passam fome e estão privadas, há anos, de direitos básicos como o de alimentar-se regularmente, vestir-se, ter lazer etc”, explicou Samuel. A idéia, segundo ele, partida dos próprios operários da construção civil desempregados, é mobilizar mais de 10 mil operários para uma grande passeata, com faixas e cartazes, pelas principais ruas da cidade, com destino ao Parque dos Poderes e à Prefeitura Municipal, para sensibilizar o governo a executar um programa de emergência para a construção civil.  

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