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Pare-e-siga na BR-163 deixou 4 mortos e 23 feridos em um mês

13 agosto 2015 - 11h57

Em pouco menos de um mês, foram registrados dois acidentes na BR-163 em Mato Grosso do Sul, ocorridos durante operações de pare-e-siga realizadas pela CCR MSVia, empresa concessionária que administra a rodovia no Estado. As colisões deixaram quatro pessoas mortas e 23 feridas.

O primeiro acidente foi no dia 14 de julho, quando um ônibus seguia pela BR-163 de Bandeirantes para Campo Grande com 26 passageiros. Próximo a Jaraguari, no KM 523, parou num bloqueio parcial da operação pare-e-siga realizado devido a um acidente que havia ocorrido pouco antes na pista. Quando a estrada foi liberada pela operação, ele seguiu, mas uma carreta que estava na frente freou bruscamente e o ônibus colidiu com a traseira dela. Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/colisao-entre-carreta-e-onibus-ocorreu-durante-pare-e-siga-de-outro-acidente)

Esta semana [um acidente ainda mais grave chamou a atenção do Estado. Na terça-feira (11), no KM 33, entre Eldorado e Mundo Novo, um caminhão carregado com mandioca teria apresentado problema mecânico e colidindo nos veículos prados durante a operação, realizada devido a obras de duplicação da rodovia. Morreram quatro pessoas na hora e outras sete ficaram feridas. O motorista do caminhão foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), [veja aqui](http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/quatro-morrem-apos-colisao-em-pare-e-siga-na-br-163).

EM DOURADOS

Na região atendida pela delegacia da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Dourados que compreende o trecho entre os quilômetros 194 e 291 da BR-163, no ano passado haviam vários casos de acidentes durante as operações pare-e-siga, ainda que não tão graves. “Hoje ainda tem um pouco, mas quando ocorrem são apenas aquelas pequenas colisões traseiras que acontecem por falta de atenção dos condutores, a maioria veículos pequenos”, explica o inspetor chefe do órgão Ozanan Catelan Teixeira.

Segundo ele, a diminuição dos casos foi fruto de um acordo feito entre a delegacia e a CCR MSVia em reunião. Antes os pontos de parada deixavam os veículos por um tempo mais longo, o que gerava uma fila grande e os últimos carros não tinham acesso à sinalização viária. Após o acordo, o tempo de espera foi reduzido para cinco minutos, amenizando os transtornos.

Além disso, em todo o trecho que está em obras as viaturas passam pelo local, a noite os policiais ainda conversam com os responsáveis da empresa, observam se os painéis luminosos estão adequados, se a distância da sinalização é adequada, entre outros. “Observam toda a situação e se tiver necessidade, o policial já orienta a equipe da empresa para que faça as adequações”, explica Teixeira.

ORIENTAÇÕES

Nos pontos em que há obras na pista e consequentemente as operações de pare-e-siga, há uma sinalização viária com placas de advertência durante o dia, e sinais e painéis luminosos na via. As indicações mostram que há obras na pista e que o motorista deve reduzir a velocidade.

Diante disso, a orientação do inspetor chefe para quem vai pegar a estrada é sempre ficar muito atento à sinalização e respeitá-la para ajudar a evitar acidentes. “É preciso observar os limites de velocidade dos trechos e atender as recomendações”, afirma.

A manutenção do veículo antes de pegar a estrada é sempre fundamental, para evitar que problemas mecânicos possam provocar uma tragédia, a exemplo do caminhão de mandioca que pode ser o responsável por ter ocasionado o acidente próximo a Eldorado. “A manutenção é fundamental, não só porque há obras na pista. O veículo deve sempre ser verificado antes do condutor viajar”, explica Teixeira.

O inspetor chefe lembra que a PRF sempre faz a fiscalização do trabalho da concessionária, mas que o usuário é o maior interessado na segurança viária. Por isso recomenda que qualquer problema ou falha encontrados pelos condutores ou até sugestões para melhorar o tráfego podem ser informadas em qualquer posto da PRF nas estradas ou através do telefone para denúncias 191.

O Dourados News procurou a CCR MSVia para falar sobre as operações de pare-e-siga, mas não obteve resposta até o fechamento dessa matéria.

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