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Operação Especial da Funai não evita violência

16 setembro 2004 - 15h17

Após um manifesto de 72 horas pedindo o fim da violência e mais segurança, realizado pela comunidade indígena de Dourados, das aldeias Jaguapiru e Bororó, foi instalado no dia 14 de julho um esquema especial com a finalidade de amenizar e garantir a segurança entre os Guarani, Caiuá e Terena. Um grupo de operação especial foi criado por uma portaria da Fundação Nacional do Índio que é composta por Israel Bernardo da Silva, Chefe do Núcleo em Dourados, Pedro Luiz da Silva, Auxiliar Administrativo de Cuiabá/MT, Gidelson de Araújo, Assistente Administrativo de Tangará da Serra/MT e por Willen Reis Martins da Silva, Auxiliar Administrativo, também de Cuiabá/MT. Apesar da proibição de entrada de brancos no interior da reserva, e outras medidas que deveriam ser adotadas pela operação, fatos jamais registrados em Dourados aconteceram no dia 15 de julho: duas pessoas foram decapitadas na aldeia. Este crime bárbaro fez com que o chefe de gabinete da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Brasília, Roberto Lustosa, que representava o presidente do órgão Mércio Gomes, viesse a Dourados no dia 19 de julho, para lançar a Operação Sucuri, que propunha uma parceria com todos os organismos de segurança para dar um basta na violência instalada na comunidade indígena. Com a operação Sucuri em andamento, o que deveria trazer tranqüilidade entre os índios toma outro rumo: no dia 1º de agosto atearam fogo na casa de reza na aldeia Bororó, no dia 3 do mesmo mês faz-se uma apreensão de droga dentro da reserva, no dia 26 de agosto foi registrado na polícia civil uma denúncia de estupro, no dia 7 de setembro um incêndio com suspeita de criminoso tirou a vida de uma criança, no dia 8 de setembro um jovem é esfaqueado no pescoço. Outro crime macabro, mais uma pessoa foi decapitada dentro da reserva indígena, fato registrado por toda imprensa douradense hoje. A segurança dentro da reserva indígena de Dourados está acontecendo ou será que está passando despercebido? Como está o trabalho do grupo de operações especial e de nossas autoridades policiais? Até onde vai a responsabilidade da Funai? O lançamento de operações com muita pompa não resolve, talvez ações simples e objetivas venham atender às necessidades de nossos índios e do nosso povo. (Eduardo Palomita).     

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