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ONU diz que crime organizado movimenta US$ 2 trilhões por ano

01 setembro 2004 - 14h49

O crime organizado movimenta US$ 2 trilhões por ano, sendo que US$ 1,4 trilhão circulam no sistema financeiro. Segundo Giovanni Quaglia, representante das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) para o Brasil, os números representam entre 2% e 5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Quaglia participou hoje da abertura do Encontro Internacional de Combate à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos, que acontece no Superior Tribunal de Justiça (STJ) até sexta-feira (3). "É difícil chegar a dados muito confiáveis em relação ao crime organizado mas, entre os "experts", este é o consenso. A maioria dos valores circula no sistema financeiro e a corrupção é o crime que mais movimenta a lavagem de dinheiro. Dos US$ 2 trilhões, US$ 1 trilhão são da corrupção, de US$ 300 a US$ 400 bilhões são das drogas e também entre US$ 300 e US$ 400 bilhões são do tráfico de armas. O restante equivale a tráfico de seres humanos, contrabando e roubo de carga", revelou o representante da ONU. Segundo ele, não há dados específicos para o Brasil. Quaglia ressaltou, no entanto, que, no País, há elevada troca de carros roubados por drogas e de drogas por armas. "Isto não passa pelo sistema financeiro", disse. Giovanni Quaglia afirmou que, nos últimos anos, os avanços no combate ao crime organizado se deram mais nos atos normativos do que na prática. "Mais países assinaram as convenções internacionais, acordos bilaterais, mas este é um caminho a médio e longo prazo. Temos que lembrar que a Conferência Internacional do Crime Organizado foi assinada em 2000 e ratificada no início deste ano pelo Brasil. Estamos bem no início, mas a parte normativa é muito importante", considerou. Depois disso, segundo Quaglia, será preciso transfomar as normas em operações concretas. Neste sentido, o seminário servirá para a troca de experiências entre os países. Um representante da ONU para o combate à lavagem de dinheiro participará do seminário e, amanhã (2) à tarde, três peritos da UNODC farão palestra sobre os diferentes aspectos do crime organizado. "Um deles é "expert" em lavagem de dinheiro", ressaltou. Quaglia lembrou que a quebra do sigilo bancário facilitaria o combate ao crime organizado. "Deve-se, no entanto, respeitar os interesses individuais que são muito importantes em um regime democrático".  

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