Parece que a coisa está virando moda. Em março do ano passado, esta Pesca & Companhia acompanhou a polêmica compra de uma porção da Amazônia pelo milionário sueco Johan Eliasch, que disse que gastou US$ 8 milhões para, simplesmente, preservar a área, maior que a cidade de Londres.
Os ultranacionalistas disseram que a iniciativa seria o exemplo máximo do chamado "colonialismo verde", uma forma de estrangeiros invadirem o território brasileiro via compensação ambiental. Mas também houve quem aplaudisse a atitude, aplicando-a como exemplo às autoridades e grandes empresários tupiniquins.
Desta vez, pelo menos, a polêmica migrou - e tem tudo para ser muito menor, dado o caráter das partes envolvidas e suas explicações. A ONG inglesa World Land Trust financiou, com doações de colaboradores, a compra de uma área de 3,6 mil hectares na porção paraguaia do Pantanal.
O investimento foi feito em parceria com a associação local de proteção Guyra, que será a responsável pelo monitoramento da área - até então uma terra devoluta, pertencente ao Governo Federal.
"A World Land Trust não comprou a área e não tem qualquer direitos de propriedade sobre ela. Nós simplesmente repassamos parte dos custos necessários para a compra", explicou John Burton, dirigente da ONG, em entrevista exclusiva concedida por e-mail à Pesca & Companhia.
Ele explicou que o Governo paraguaio deu todo o apoio à iniciativa e que somente por isso a entidade decidiu entrar na sociedade. "Este é um modelo que a WLT já usou em diversos países; sempre com o apoio de comunidades locais e o envolvimento do Governo", disse. "Nossa abordagem é sempre trabalhar em parceria, com ONGs locais sendo donas e administradoras e a WLT tendo apenas o papel de financiador primário".
A ONG tem projetos semelhantes em diversos países, inclusive no Brasil - na reserva Régua, na região serrana do Rio de Janeiro, onde patrocinou a reintrodução do mutum-do-Sudeste, um pássaro que havia sido extinto. Somente na Grã-Bretanha a WLT atua também como administradora de áreas de proteção.
Nossa reportagem tentou, por quatro vezes nesta semana, entrar em contato com a direção da Guyra para obter esclarecimentos de como a compra foi feita e que medidas estão previstas para garantir a preservação da área. Não obtivemos qualquer resposta.
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