A onda de violência que atingiu o Rio entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira deixou ao menos 12 pessoas mortas. A maioria das vítimas estava em um ônibus da Viação Itapemirim que foi incendiado no viaduto que liga a rodovia Washington Luiz à avenida Brasil. As ações criminosas também deixaram feridos.
Além de queimar ônibus, os criminosos atacaram a tiros ao menos cinco delegacias, carros e cabines da Polícia Militar.
Informações preliminares apontam que a série de ataques teria sido motivada contra ações de milícias em morros da cidade. No dia 12 de dezembro, reportagem publicada pela Folha mostrou que milícias formadas por policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e militares já expulsaram traficantes de comunidades e ocuparam favelas.
Violência
Seis ônibus teriam sido queimados, em diferentes pontos do Rio. O da Viação Itapemirim havia saído de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e deveria chegar a São Paulo na manhã desta quinta, com 28 passageiros.
Segundo o Corpo de Bombeiros, seis corpos foram retirados do veículo. Em nota, a viação afirma que ainda não tem o número total de vítimas, pois "os trabalhos dos bombeiros e dos policiais ainda estão em andamento".
De acordo com a empresa, alguns passageiros, assustados, fugiram do local e ainda são procurados pelas autoridades. A viação afirma que assumirá as despesas dos traslados dos mortos.
A Polícia Militar informou que três homens apontados por uma testemunha como envolvidos no incêndio foram presos. Eles estão com as mãos queimadas e não teriam apresentado justificativas para os ferimentos.
Durante as ações criminosas, também morreram dois policiais; uma mulher que trabalhava como ambulante em Botafogo, perto de uma cabine da PM atacada; e um homem que ainda não teve o nome confirmado.
Conforme a PM, dois supostos criminosos também morreram depois de tentar atacar uma cabine em Mesquita. Os policiais reagiram e houve tiroteio. Com a dupla, os PMs afirmam ter apreendido uma granada, uma pistola e uma moto que havia sido roubada.
A polícia afirma que ainda faz o levantamento do número total de vítimas e investiga a motivação dos ataques. Há suspeitas de que a ordem para a onda de violência tenha partido de um presídio.
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