O relato de mais um caso de abuso sexual contra menores nos remete o pensamento e o questionamento sobre o que realmente tem acontecido com o ser humano. Na tarde de segunda-feira, uma bebê de 10 meses foi internado em Dourados com quadro de desnutrição, desidratação e marca de penetração causada aparentemente pelo dedo de uma pessoa.
A criança teve parada cardiorrespiratória e sinais de morte encefálica, já que exames sugeriram a existência de um trauma crânio encefálico que pode ter sido causado por uma pancada.
O caso, infelizmente, não é o primeiro e também não será o último, porém, deixa cada vez mais claro que vivemos numa época de violência tão absurda que nem em sociedades primatas se imagina ter acontecido.
As causas do fato ainda são investigadas, porém, em outras situações, o uso constante de drogas, lícitas e ilícitas, tem feito com que a relação entre pais e filhos seja esquecida literalmente, dando lugar ao vício e a alucinação por ações desastrosas.
Não se trata de julgamento, tampouco apontar o culpado pelo fato, mas, alheio a todos esses problemas, a vulnerabilidade social também é das principais causadores desses malefícios da população.
Como e com quem mora? Qual defesa tem a criança, que sequer consegue caminhar, numa situação como essa? Ou para melhor colocar, como um cidadão ou cidadã, tem a capacidade, coragem ou até mesmo a vontade de agir de tal maneira?
O ser humano se autotransforma em descartável diante das barbáries demonstradas ao longo dos dias, meses e anos e isso assusta bastante a todos.
Em muitos de nós não existe o mínimo de temor perante a malvadeza apresentada e a quantidade de casos tende a aumentar.
Ações de pedófilos, criminosos e até mesmo pessoas próximas a nós e que nunca imaginaríamos ter a capacidade de cometer tal ato, remete-nos a situações apavorantes.
Enquanto isso, somos obrigados a presenciar cada fato semelhante e mostrar a nossa indignação, torcendo sempre para que não ocorra conosco, afinal ninguém está imune a atitudes como a registrada no início da semana.
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