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O colunista Juarez Araújo comenta em artigo: Em terra de cego, quem tem um olho é rei

06 dezembro 2006 - 15h03



Em um país onde o "dar um jeito" é muito mais prático que se organizar e planejar, o São Paulo FC mostrou mais uma vez que é um modelo a ser seguido. Não literalmente, porque todo mundo sabe que no Morumbi, oferecer as instalações a um bom jogador para recuperar uma contusão não deixa de ser uma maneira "branca" de aliciar e conquistá-lo para uma futura contratação.
No São Paulo, passei a admirar a todos. Desde aqueles que fazem política, aos que trabalham no dia-a-dia. Na sede social se joga o melhor interno de clubes, talvez do país. Começa desde o pré-veterano até o super sênior, envolvendo centenas de associados.

Na política, presidente não tem vida longa no tricolor. E por isso existe a possibilidade de apenas uma reeleição. E se uma eleição ganha a situação, pode esperar que se essa situação não andar bem, na próxima eleição, ganha-se a oposição.
No futebol tudo é simples pelos lados do Morumbi e do Centro de Treinamento. Não existe contratações bombásticas, caras, como do meia Zé Roberto, que preferiu os 500 mil reais/mês do Santos a estrutura vencedora tricolor e ganhar bem menos. No São Paulo joga quem quer muitas vezes, e não quem o clube quer. E de fato muitos jogadores chegam a se oferecer para atuar no clube e isso vem incomodando os adversários, especialmente o Palmeiras que perdeu a maior revelação do do futebol que é o lateral Ilsinho.
Mas um fato que me chama a atenção é que no São Paulo, os técnicos trabalham com o que tem, com o que a diretoria oferece e não com os "amigos do técnico tal" que é contratado. O máximo que é permitido no São Paulo são indicações sobre jogadores, que depois serão analisadas. Até comissão técnica não se leva os treinadores contratados para o São Paulo. E talvez por isso, cada ano que passa Vanderlei Luxemburgo fica mais longe do Morumbi. È que por onde vai, Luxa leva um montão de amigos que geralmente estão trabalhando com ele.
No São Paulo, o máximo permitido é que o treinador traga um profissional da confiança dele. No caso de Muricy Ramalho, apenas o auxiliar Tata. E de outras comissões técnicas lá ficaram no Morumbi o preparador físico Carlinhos Neves, o Dr. Sanchez, o auxiliar Milton Cruz. E não é por menos que o Tricolor é tricampeão da Libertadores, Tricampeão mundial e agora, tetracampeão brasileiro.
Falta o que ao time do Morumbi? Ser copiado pelos outros especialmente ao que se refere a planejamento.
* Juarez Araújo é jornalista esportivo há 26 anos. Nasceu em Campo Grande-MS. Passou pelo Jornal A Gazeta Esportiva de São Paulo, depois foi
apresentador-comentarista no Canal PSN, em Miami-EUA e atualmente apresenta o Programa 424 no Canal de São Paulo (18 TVA).



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