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Número de homicídios em Alagoas supera o de São Paulo

13 junho 2004 - 16h27

A última pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no dia 13 de abril deste ano, feita para verificar os índices de violência, especificamente os de homicídios por armas de fogo e que tiveram como vítimas jovens do sexo masculino na faixa etária que varia entre 15 e 24 anos, aponta o Estado de Alagoas como sendo o 14º mais violento do País.Paralelamente, outros dados da mesma pesquisa refletem um cenário assustador. Alagoas consegue superar a cidade de São Paulo na média de homicídios, que é de 68% no ano de 2000, período pesquisado pelo estudo. A média nacional de homicídios com arma de fogo, em 2000, foi de 75%. Alagoas tem média de 71,5%, portanto, pouco abaixo da média nacional. Mesmo assim, infelizmente, a pesquisa revela que houve crescimento da violência no Estado desde 1991, quando a média registrada foi de 41,5%. Houve um aumento de 30% no número de homicídios no período de nove anos. Para se ter uma idéia, nos três primeiros meses deste ano, foram registrados 70 homicídios no Estado. O que vem contribuindo para o aumento dos índices de violência em Alagoas, segundo especialistas, é a impunidade. Os crimes ocorrem e os responsáveis pelos mesmos não são devidamente punidos. Isso ocorre, segundo o presidente do Fórum Permanente contra a Violência, Mirabel Alves, porque existe o medo do cidadão comum em testemunhar, a falta de fiscalização das autoridades competentes para reduzir o lastro de corrupção existente nos órgãos de segurança e a lentidão do Poder Judiciário em agir. Segundo o advogado, isto ocorre porque os crimes em Alagoas possuem um perfil bem específico: eles são cometidos pelo poder público ou pelo poder político. E é este poder político que imprime medo nas demais pessoas e, por conta dele, os casos não são apurados. A atuação da gangue da pistolagem é bem característica do Estado e evidencia os crimes encomendados e os interesses políticos que existiam sobre eles. A violência urbana, em menor escala, e as rixas familiares típicas do Interior do Estado também contribuem para o aumento dos números da violência. A atuação de algumas ONGs (Organizações Não-Governamentais), como o Fórum contra a Violência, vem contribuindo para que este cenário seja modificado. Alguns crimes históricos de Alagoas, como o assassinato do tributarista Sílvio Vianna, foram recentemente solucionados. Os autores foram julgados e devidamente condenados. Em agosto deste ano, mais um crime bárbaro está previsto para ser julgado no Fórum de Maceió. É o caso do vereador Renildo José dos Santos, morto na cidade de Coqueiro Seco, depois de ter assumido ser homossexual.

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