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Novoeste será tema de audiência pública em Ponta Porã

16 março 2004 - 08h58

A Câmara Municipal de Ponta Porã vai realizar no dia 16 de abril próximo, às 19 horas, uma audiência pública para debater a situação em que se encontra a estação ferroviária e o ramal da estrada de ferro entre Ponta Porã e Campo Grande. Além da população, o encontro pretende reunir autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Sindicato dos Ferroviários e entidades classistas.A meta é avaliar a possibilidade de recuperação da Estação Ferroviária de Ponta Porã, iniciar um movimento pela reativação da estrada de ferro, mobilizar o Ministério Público e a Justiça para que a Novoeste seja obrigada a restaurar o patrimônio público, encontrar uma saída conciliatória para a situação dos ferroviários e moradores da Vila Noroeste e outros impasses.Requerimento para que a audiência pública fosse agendada na Câmara Municipal foi apresentado pelo vereador Marcelino Nunes de Oliveira (PT), que fez um levantamento sobre a situação e recentemente visitou o local acompanhando o senador Delcídio do Amaral Gómez (PT-MS). Ambos têm se preocupado com a conservação daquele patrimônio.Concomitantemente ao requerimento, o vereador recebeu a visita do presidente do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Valdemir Vieira, que esteve em Ponta Porã apresentando seu livro “Noroeste do Brasil em Trilhos e Prosas”, que conta histórias pitorescas da estrada de ferro. Contudo, a situação dos ferroviários da ativa, aposentados e pensionistas não é assunto de livro.Eles reclamam do abandono à que a rodovia foi relegada e sugerem que a sociedade tem de se mobilizar para encontrar uma saída para o problema. A Novoeste, detentora da concessão outorgada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, não cumpre há anos os termos do contrato. “Ao contrário, têm feito o possível para aniquilar o patrimônio”.Lembrando que a CPI da Novoeste “acabou em pizza”, sem que ninguém fosse punido destruição da ferrovia, pelo furto indiscriminado de trilhos e dormentes e pelo abandono de estações, vagões e máquinas ao longo da linha férrea, os ferroviários denunciam demissões irregulares, dívidas astronômicas da empresa concessionária com o sindicato e a existência de uma programação para destruir a ferrovia, para favorecer o “lobby” do transporte rodoviário.Vieira dá conta de que, ao arrendar os 22 mil quilômetros de ferrovias que integram a Rede Ferroviária Federal S/A, o governo federal colocou em liquidação um patrimônio avaliado em pelo menos R$ 17 bilhões. A obscura operação provocou demissões: dos 4.100 trabalhadores que faziam funcionar a linha Bauru/Corumbá e o ramal para Ponta Porã, restam hoje apenas 590.

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