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Nova fita liga genro de Jefferson a propina nos Correios

11 junho 2005 - 10h55

Uma fita de vídeo ainda não divulgada comprovaria o envolvimento do genro do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) com o ex-chefe do Departamento de Contratação dos Correios, Maurício Marinho, flagrado em gravação anterior recebendo propina para beneficiar empresários em uma licitação na estatal. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Marcus Vinicius Vasconcelos Ferreira, ex-assessor da diretoria da Eletronuclear no Rio de Janeiro, é citado na gravação por Marinho como integrante de um suposto grupo do PTB infiltrado nos Correios para arrecadar recursos por meio de negócios na empresa, com o aval de Jefferson. Segundo a Folha, Marinho também se refere ao ex-diretor de Administração Antônio Osório Menezes Batista e ao ex-assessor-executivo dessa diretoria Fernando Godoy como participantes do esquema. Na gravação, Marinho apareceria negociando com um interlocutor benefícios em contratos com os Correios. Na conversa, o ex-diretor citaria nominalmente Jefferson e seu genro Marcus Vinicius. Também seria indicado o nome do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), o qual teria "bons contatos" com Godoy. Marinho, porém, não chega a sugerir diretamente que o parlamentar tem envolvimento na cobrança de propina, de acordo com a Folha. A fita de vídeo teria sido obtida na mesma sala em que Marinho foi flagrado cobrando propina, em outra gravação, na qual a revista Veja se baseou para fazer a reportagem que acabou resultando na instalação da CPI dos Correios. O interlocutor de Marinho nessa última fita seria o bacharel em direito Joel Santos Filho, supostamente contratado pelo empresário Artur Wascheck Neto com o objetivo de flagrar um esquema de corrupção na estatal. Preso na última quinta-feira pela Polícia Federal, Santos Filho teria se apresentado a Marinho sob o codinome "Goldman", representado uma empresa estrangeira fictícia que estaria negociando para entrar no mercado nacional. Na gravação, Marinho teria se disposto a negociar vantagens em licitação para a empresa fornecer "kits" de informática - um negócio avaliado em R$ 56 milhões. Um funcionário, chamado de Eduardo, teria participado também das conversas.  

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