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Nome pode prejudicar desempenho de aluno, diz pesquisa

18 junho 2005 - 17h58

O desempenho de um estudante pode estar ligado ao nome de batismo. É o que diz uma pesquisa realizada pelo economista David Figlio, da Universidade da Flórida. Ele percebeu que os professores esperam menos de alunos com nomes considerados “estranhos”. O exemplo dado por ele são nomes ingleses “comuns” que possuem escritas “incomuns”, como "Jazzmyn", em vez de "Jasmine". Segundo ele, isso dá a impressão de que a pessoa nasceu em uma família com pouca instrução. O estudo analisou mais de 50 mil casos de 1996 a 2001 em um distrito escolar da Flórida. Segundo Fligio, as baixas perspectivas dos professores alimentam o fraco desempenho do estudante, como uma "profecia", diz ele. Nomes com apóstrofes ou hífens, e nomes com consoantes pouco usadas na língua inglesa, como "q", "x" e "z", também sofrem influência. “Os professores, por exemplo, costumam esperar um desempenho maior de "Charles" do que de "LeCharles", diz. No estudo, Figlio mostra que um nome "branco", como "Drew", tem melhores classificações em exames de leitura e matemática do que um nome "negro", como "Dwayne". No entanto, "Dwayne" gera mais expectativas que "D"Wayne" e outros nomes "negros", como "Da"Quan". A diferença é a apóstrofe, percebida como sinal de pouca instrução e baixo nível socioeconômico. Outros cientistas fizeram estudos semelhantes sobre nomes e seus atributos étnicos e socioeconômicos. Um trabalho de pesquisadores da Universidade de Chicago e do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, por exemplo, afirma que pessoas com nomes percebidos como "negros" têm a metade das chances de conseguirem um emprego do que pessoas com nomes "brancos". Um outro estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Chicago e do Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas, acompanhou pessoas nascidas nos anos 70 e seu desempenho socioeconômico, e constatou que um nome "negro" não tem, necessariamente, uma carga negativa. Figlio sugere que os professores sejam treinados para não terem preconceitos que possam afetar os estudantes. "O fator educacional é o maior setor da economia americana (...) Se nos importamos com o crescimento nacional e o bem-estar nacional, devemos nos preocupar com a educação", disse.   

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