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Nem tão aliados assim

09 dezembro 2015 - 07h25

A verdadeira guerra política que se transformou o governo Dilma Rousseff (PT) parece não ter fim. Com a autorização do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), ao andamento do processo de impeachment, o clima entre a base aliada da atual gestão nunca esteve tão ruim. E para piorar, as declarações feitas pelo vice-presidente Michel Temer no domingo, mostram que há tempos ele e a presidente não falam a mesma língua.

A principal queixa de Temer e sua equipe é sobre a confiança, mais precisamente a falta dela, por parte de Dilma ao longo de anos de governo. A afirmação, que resultou até em carta, mostra o quanto pressionada está a presidente.

O desabafo veio após o governo cobrar, de maneira sutil, mas pública, o vice de apoio ‘irrestrito’ nesse momento.

A medida seria fazer com que ele convencesse os integrantes de seu partido a se posicionarem contra a aprovação do processo e o afastamento da mandatária nacional por 180 dias.

Porém, o vice-presidente teria um interesse muito grande nessa situação, principalmente por poder assumir o lugar ocupado atualmente por Dilma, tanto que da mesma maneira que não se aponta favorável à situação, também não se coloca contrário à possível cassação de Dilma, ocupando ‘um muro’ muito grande para não se prejudicar durante essa crise intensa vivida desde janeiro.

Apenas a presidente e sua equipe não viram, ou fingiram não ter visto que o PMDB não estaria ao seu lado durante esse casamento.

O processo todo já se mostrava desenhado desde as eleições passadas, quando vários peemedebistas apoiaram a candidatura de Aécio Neves (PSDB) em alguns Estados, incluindo o Mato Grosso do Sul, e acabou por se confirmar a partir do momento em que Eduardo Cunha passou a pressionar e se mostrar contrário ao atual governo.

Para Temer, como pessoa ao lado de Dilma, bastou segurar o rojão até quando pode, a ponto de afirmar em Dourados, durante visita para conhecer o projeto Sisfron, que a presidente não cairia. Resta saber agora, se ele ainda crê nessa hipótese ou se será o primeiro a dar um empurrãozinho para ver o mandato da petista desabar.

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