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Nem exame de DNA poderá identificar algumas vítimas do acidente da TAM

24 julho 2007 - 06h58

Algumas das vítimas do acidente da TAM não poderão ser identificadas nem por exame de DNA. Há corpos que, de tão queimados, ficaram calcinados, ou seja, reduzidos a cinzas, o que impossibilita qualquer tipo de identificação. Estima-se que a temperatura do incêndio tenha atingido mil graus centígrados. Em fornos crematórios, por exemplo, os corpos são queimados a temperaturas que variam de 400C a 1.200C.
 

O IML (Instituto Médico Legal) ainda não tem levantamento do número de corpos nessa situação. Já foram identificados 66 corpos de vítimas. "Sabemos que, com o corpo exposto a temperatura de 800, 1.000C, a qualidade da estrutura do DNA não é adequada, ela fica bastante danificada.
 

Depende de cada caso encontrar ou não uma região que, presumidamente, tenha boa qualidade", disse Carlos Alberto Coelho, diretor técnico do IML Central de São Paulo.
 

A esperança dos legistas é que, no caso de corpos carbonizados, as chamas tenham poupado pequenas partes de ossos e que delas possa ser extraído material genético para análise.
 

Ontem, o instituto começou as análises de DNA. As amostras de material dos mortos passarão por um processo mecânico (software) antes de ser comparado em laboratório com o sangue fornecido por parentes. Só o preparo da extração do material biológico pode levar até dois dias e a armazenagem completa dos dados, até uma semana, explica Norma Bonaccorso, chefe do laboratório de DNA do IC (Instituto de Criminalística). Com sangue de pessoa viva, o exame pode ser concluído entre seis e 12 horas.
 

Segundo Coelho, o exame de DNA só está previsto para quando esgotarem os outros recursos de identificação --como impressão digital, jóias, análise da arcada dentária e eventuais cirurgias que a vítima tenha feito. "Implantes de marca-passo e fixações metálicas de fratura, por exemplo são elementos que suportam altas temperaturas."
 

Foi montado um banco de dados sobre as vítimas --com informações sobre roupas, jóias, próteses etc-- que está sendo comparado pelos peritos com os dados complementares fornecidos pelos parentes.
 

Embora não esteja fazendo ainda o exame do DNA, o IML trabalha na coleta de sangue de parentes. Até ontem, 124 retiraram amostras.
 

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