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ESPETÁCULO DA NATUREZA

Navio leva turistas para ver icebergs, aurora boreal e ilhas da Groenlândia

16 fevereiro 2016 - 19h46

Aurora boreal, superfície do mar começando a congelar, icebergs gigantescos como prédios e pássaros em ritmo de saída migratória. O cenário, que mais parece um mundo paralelo, resume o que se vê na região leste da Groenlândia durante os meses de setembro e outubro. Por lá, na prática, essa época já é considerada o começo do inverno.

Antes, esqueça a ideia de ir em um roteiro com programação fechada. Isso porque as mudanças climáticas na região ártica são repentinas e, do nada, a camada superior das águas do mar pode virar gelo e impedir a passagem. Mas tudo isso faz parte da aventura, tornando a experiência única.

A reportagem do UOL participou de uma viagem que teve como ponto de partida e chegada a cidade de Akureyri, no norte da Islândia. O estreito da Dinamarca em direção à costa leste groenlandesa foi atravessado com relativa calma a bordo de navio.

No entanto, os ventos fortes no estreito obrigaram a tripulação a antecipar o retorno em um dia. Enquanto o navio esteve em mar aberto, o balanço foi tamanho que parte dos passageiros encarou o típico enjoo em alto-mar.

Ironicamente, foi nessa última noite de navegação que a aurora boreal se exibiu mais forte e bonita. O fenômeno acontece por causa do choque entre partículas solares e partículas da alta atmosfera, sendo visto em regiões polares, como a Escandinávia (Europa), Canadá e Alasca, ambos no continente norte-americano.

Verde-escuro, verde-musgo, verde-lima, verde-bandeira, verde-claro. Os tons da cor no céu iam e voltavam, movendo-se como holofotes de luz, se sobrepondo ou dando lugar um ao outro.

Para ter a chance de observar o fenômeno ao vivo, melhor programar a sua ida à região entre setembro e março, época em que as noites são mais longas. Contudo, vale lembrar: o show não é garantido, pois depende do céu estar limpo e sem nuvens.

Dia a dia

Grandes cubos de gelo boiavam e roubavam a atenção das primeiras terras avistadas na segunda manhã a bordo. Um passeio em botes infláveis pela área de Fjord foi ambientado por flocos de neve e baixa neblina, mas também se viam montanhas com picos nevados, tanto pontiagudos quanto planos.

Icebergs de cerca de 60m foram apenas uma "palhinha" do que encontraríamos nos dias seguintes: blocos de alturas impressionantes e extensões que chegam facilmente a 1km. “Essa parte que vocês veem fora d’água são apenas 10% do total do tamanho do iceberg”, explicou um dos guias. Sabe a expressão “é apenas a ponta do iceberg”, quando nos referimos a uma dificuldade que acaba sendo pequena analisando o problema como um todo? Vem daí.

As enormes massas de gelo, que com o passar do tempo se mostravam cada vez maiores, eram onipresentes, fosse durante uma palestra sobre a fauna local, durante o café da manhã ou o jantar. Branquíssimas em sua maioria, às vezes era possível avistar menores de cores azul celeste gritante. Nessas, o guia arriscava um contato próximo (é preciso manter distância dos gigantões, pois a queda de um bloco é imprevisível). Em dias claros e sem vento, a água se mostrava como um espelho d’água.

Um iceberg nada mais é que um grande pedaço de gelo que se desprende de uma geleira. Essa é formada pelo acúmulo sucessivo de camadas de neve por anos e anos. Para que isso aconteça, o degelo no verão tem que ser menor do que a concentração ocorrida no inverno.

Em terra firme, os desembarques podem ter diferentes objetivos, como uma caminhada contemplativa ou uma trilha mais puxada, indicada para quem tem um preparo físico razoavelmente bom.

Obviamente que não é preciso ser nenhum atleta, mas disposição e fôlego devem andar de mãos dadas. O lado bom dessa escolha é a possibilidade de se movimentar sem uma manada de turistas a tiracolo, além de alcançar pontos de vista privilegiados para observar mais de perto os animais selvagens.

Foi exatamente esse o caso quando, avançando sobre neve acumulada em 6 cm acima do solo, o grupo de cinco pessoas, incluindo este repórter e o guia, observou a poucos metros de distância uma dupla de boi-almiscarado, bovino nativo de regiões árticas do Canadá, Groenlândia e Alasca, de até 2,5 metros de comprimento e 1,5 metro de altura, bem peludos e de cor preta-amarronzada.

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