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Natal de 2009 empregou 1.725 temporários no Estado

12 janeiro 2010 - 11h08

Comprovando as estatísticas de que o Natal de 2009 foi o melhor dos últimos 10 anos, levantamento divulgado pela Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário), mostra que o aquecimento da economia contribuiu para a contratação de 1.725 trabalhadores temporários, número que corresponde a 17,27% das contratações na região Centro Oeste e 1,38% das efetivações em todo País.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, o impulso na economia permitiu a contratação de 125 mil trabalhadores temporários, número 8,5% maior em relação a 2008. Pelo levantamento, o percentual de efetivação das vagas temporárias, estimado em 25%, representará emprego efetivo para cerca de 31 mil brasileiros.

Vander Morales, presidente da entidade responsável pelo levantamento e que representa o setor nacionalmente, afirma que os números refletem a retomada do crescimento do país. “O aumento nas contratações revela que o setor está em evolução e que tem se mostrado uma excelente solução para a formalização da mão de obra".

Jismália Oliveira Alves, diretora de Comunicação da entidade, destaca o número de jovens contratados sem experiência, a maioria para o varejo de rua. “Candidatos em busca do primeiro emprego representaram 28% das vagas preenchidas. Isso mostra que o trabalho temporário é a grande porta para o mercado de trabalho”, comenta.

Cenário econômico

Em 2009, os principais focos para o comércio foram as classes C, D e E, que, com o aumento do seu poder aquisitivo, ancoraram o aumento das vendas natalinas. Essa parcela da população corresponde a 35 milhões de famílias que gastam cerca de R$ 1,3 trilhão por ano e respondem por 78% do consumo dos lares brasileiros.

Além do setor de confecções, que sempre lidera as vendas de fim de ano, os eletrodomésticos, a linha branca e os automóveis mereceram destaque neste Natal, graças à prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “A oferta de crédito, os juros baixos e a confiança cada vez maior do consumidor foram, sem dúvida, os fatores que induziram o crescimento das vendas, o que se refletiu no aumento dos postos de trabalho”, explica o presidente da Asserttem.

Sobre a pesquisa

O levantamento encomendado pela Asserttem e realizado pelo Ipema (Instituto de Pesquisa Manager) consultou entidades ligadas ao setor de comércio e serviços, agências de emprego temporário e empresas contratantes. Os números divulgados nesta pesquisa referem-se apenas aos contratos formais de trabalho temporário, de acordo com a Lei 6.019/74, excluindo modalidades de contratação como estagiários, terceirizados e contratos informais.

As funções mais solicitadas foram: vendedores, fiscais de loja, empacotadores atendentes, estoquistas, etiquetadores, operadores de telemarketing, auxiliares e analistas de crédito e Papai Noel.

(*) Com informações da Asserttem

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