O PMDB comprou novamente briga com o governo Dilma Rousseff (PT) e mostrou, através de seu horário eleitoral gratuito na noite de quinta-feira passada, que está mais uma vez em rota de colisão com a atual gestão do país. O partido colocou vários de seus correligionários no ar – incluindo ai o investigado presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha -, tecendo críticas a atual situação do Brasil.
Durante os pronunciamentos, o PMDB questionou vários pontos da atual política econômica brasileira, entre eles o seu crescimento abaixo do esperado, inflação e o desemprego.
A medida é uma forma de tentar se desvencilhar da falta de popularidade a qual o governo passa desde o ano passado.
Apesar da ação válida e democrática, os minutos usados em rede nacional pelos peemedebistas podem ser considerados também como um tiro no pé, afinal, estão juntos e casados com o PT há mais de cinco anos.
Porém, mais que isso, o partido se mostra no âmbito nacional dividido e ao mesmo tempo exposto de uma maneira que não necessita ficar. Ora, se não gosta, larga o osso e siga a sua vida. Ou os nobres políticos acreditam que estão isentos de qualquer culpa pela atual situação do país?
A relação PT/PMDB se mostra cada vez mais de conveniência entre ambos. O famoso ‘gosto muito de você, principalmente quando preciso’. E isso tem atrapalhado o Brasil, afinal, quem pretende se aproximar de alguém em crises conjugais?
As arestas entre o governo e sua base aliada – ou não tão aliada assim – devem ser aparadas e a situação resolvida o quanto antes. A presidente também deve se posicionar diante do fato e mostrar personalidade ao chamar sua base para a conversa e definir a situação.
O que não pode é ficarmos diariamente nesse chove não molha que de nada serve, nem mesmo para a oposição. O Brasil precisa de ideias, de um posicionamento e um direcionamento para deixar essa maré ruim na economia e que tem afastado investidores daqui, por isso é necessário que a situação entre a base aliada seja solucionada. Juntos ou não, a vida segue, porém, através de decisões tomadas, já que de tapas e beijos, todos estão cheios.
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