A segurança foi reforçada no presídio federal de Campo Grande, depois de um ataque contra a unidade prisional. No domingo (13), durante cerca de 30 minutos, criminosos dispararam contra a penitenciária. Três das quatro torres de segurança foram atingidas. As autoridades acreditam que o ataque fazia parte de um plano para libertar presos.
Peritos vistoriaram o local na noite de segunda-feira (14) e descobriram que algumas armas usadas pelos criminosos são de uso exclusivo das Forças Armadas. A constatação foi feita por meio das balas encontradas do lado de fora da unidade, que teriam saído de um fuzil.
Ainda não se sabe que preso seria libertado pelo grupo. Há poucas informações sobre o helicóptero que teria sobrevoado a área no momento da ação. A Aeronáutica disse, por meio da assessoria de imprensa, que esse tipo de vôo baixo de helicóptero não é registrado pelos radares instalados no país e, por isso, não poderia interceptar a aeronave.
A penitenciária federal da capital de Mato Grosso do Sul abriga presos considerados perigosos, como o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e o colombiano Juan Carlos Abadia.
Por medida de segurança, a direção decidiu suspender visitas de advogados e familiares por tempo indeterminado.
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