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Mulheres vencem todas as três categorias do Prêmio Jovem Cientista

26 outubro 2004 - 15h28

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou hoje os nomes das vencedoras do prêmio Jovem Cientista, que este ano teve como tema central a Fome. Pela primeira vez, nos vinte anos de existência, todas as três categorias foram vencidas por mulheres. Além disso, as pesquisas premiadas foram desenvolvidas com base em produtos genuinamente brasileiros e trazem boas alternativas para os agricultores. O anúncio teve a participação da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A vencedora da categoria graduados (cientistas com até 40 anos de idade) foi Florência Cladera da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em sua pesquisa de mestrado, Florência encontrou uma bactéria do intestino do peixe Piau, espécie comum na Amazônia, capaz de produzir uma substância que conserva alimentos. “Tive três objetivos básicos nesse trabalho. O primeiro foi estudar o potencial biotecnológico da região amazônica, em especial, seus microorganismos. O segundo era evitar a perdas das batatas no país”, destaca Florência. A substância descoberta combate a podridão mole, doença causada por bactérias em batatas. Ainda na mesma pesquisa, Florência descobriu que o soro do queijo pode ser usado na produção da substância. Além de baratear o custo, o soro é um resíduo tóxico para o meio ambiente. “É uma forma de diminuir o impacto ambiental”. Na categoria estudantes (com até 30 anos de idade), o prêmio foi para a aluna da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcela Chiumarelli. Ela descobriu que a cera de carnaúba aplicada na pele do tomate reduz a ação de fungos e as perdas no transporte. “A cera proporciona mais vida de prateleira para o produto. A produção de tomate no Brasil chegou a 3,6 milhões de toneladas em 2003. Deste total, um milhão de toneladas foi desperdiçado. O custo da proteção do tomate é baixo. De acordo com a cientista, para cada tonelada do fruto são gastos R$ 10 com cera. Ou seja, 100 litros de cera por tonelada de tomate. “Agora, vamos desenvolver o projeto de aplicação da cera, que pode ser por pulverização ou imersão”, explica. A Universidade de São Paulo (USP) recebeu o prêmio Mérito Institucional. Isso porque foi apontada como a maior instituição de ensino superior e pesquisa do País. De acordo com o reitor, Adolfo Melfi, a premiação é importante, pois “vamos nos esforçar para continuar produzindo nessa área”. A entrega oficial do prêmio está marcada para novembro e será feita pelo presidente Lula no Palácio do Planalto, em data a ser determinada.

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