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Mulheres têm dificuldade de chegar a altos cargos em empresas

08 março 2010 - 16h27

No mercado de trabalho, mulheres têm mais dificuldades de conquistar cargos gerenciais, aponta pesquisa realizada pela professora da Universidade de Brasília (UnB) Gardenia Aguiar. O levantamento foi feito em uma grande instituição financeira brasileira, um ambiente tido como masculino.
No local da pesquisa, das 30 gerências, apenas três eram ocupadas por mulheres. “É difícil para a mulher assumir, conquistar cargos de gerência na instituição por ser mulher”, disse. No caso de cargos técnicos, cujos critérios são objetivos, as mulheres conseguem conquistar melhores posições que os homens. Mas nos casos em que os critérios são subjetivos, como na escolha para cargos de gerência, os homens acabam sendo os escolhidos.
Entre os argumentos ouvidos pelas mulheres para que elas não assumam cargos gerenciais estão o de que ela pode engravidar e ficar muito tempo fora do trabalho ou que pode precisar sair do trabalho para levar o filho ao médico. “Dizem que há avanços, mas quando a decisão é subjetiva, a escolha é pelo homem”, disse. De acordo com a pesquisadora, quando a mulher consegue chegar a um cargo de gerência, ela tem que se esforçar muito mais do que um homem e até trabalhar mais horas para provar que tem competência para estar ocupando aquele posto. A discriminação, segundo a pesquisadora, “é velada”.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados hoje afirmam que as mulheres têm mais anos de estudo do que os homens. Em 1998, as trabalhadoras com 15 anos de idade ou mais tinham em média seis anos de estudo, enquanto os homens na mesma faixa etária, haviam estudado por 5,8 anos em média. Em 2008 o tempo de estudo nos dois grupos aumentou, mas as mulheres continuaram tendo mais anos de estudo. Entre as jovens de 15 a 17 anos, 56,8% frequentavam o ensino médio, enquanto entre os jovens de mesma idade, esse percentual era de 44,4%.
A mesma realidade se repete no ensino superior. Em 2008, das mulheres entre 18 e 24 anos, 15,7% frequentavam o ensino superior, enquanto o percentual de homens na mesma faixa etária era de 11,8%. Apesar de as mulheres terem mais estudo, elas registram maiores índices de desemprego que os homens. Segundo a pesquisa do Ipea, em 2008, 9,6% das mulheres economicamente ativas estavam desempregadas enquanto que o índice de desemprego dos homens era de 5,2%.

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