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Mulheres perdoam mais do que os homens

22 fevereiro 2011 - 09h06

Um estudo realizado pela Universidade do País Basco, na Espanha, comparou as diferenças emocionais relacionadas ao perdão em relação à idade e ao sexo.

O estudo mostra que os pais acham mais fácil perdoar do que os seus filhos, e que as mulheres são melhores em perdoar do que os homens.

Os cientistas usaram duas escalas para estudar o perdão: uma escala para avaliar a capacidade de perdoar, chamada CAPER, e uma escala de perdão e de fatores facilitadores, chamada ESPER.

"Um fator decisivo na capacidade de perdoar é a empatia, e as mulheres têm uma maior capacidade de empatia do que os homens," comenta Carmen Maganto, participante do estudo - veja Testosterona demais reduz sua empatia.

Por que perdoar?

As crianças acreditam que "se perdoa com o tempo", enquanto os pais apontam razões como "remorso" e "justiça" para perdoar.

Os autores afirmam que os pais que mais perdoaram os filhos ao longo de suas vidas têm uma maior capacidade de perdoar "em todas as áreas".

Pais e filhos usam definições similares de perdão: não guardar rancor, reconciliação, compreensão e empatia são os termos mais usados pelos dois grupos para definir o perdão.

No entanto, existem grandes diferenças entre homens e mulheres.

Ambos vêem "não guardar rancor" como a melhor definição de perdão, mas os homens dão mais importância a esta característica.

Ensino de valores

O estudo destaca duas condições fundamentais para que o perdão seja alcançado. A primeira é, para quem ofendeu, "mostrar remorso". A segunda é, para a pessoa que foi ofendida, "não guardar rancor".

"Este estudo tem grande aplicação para o ensino de valores, porque nos mostra os motivos para perdoar," afirma Maite Garaigordobil, coautora do estudo.

"Estes resultados são particularmente interessantes em situações onde as famílias estão em crise e não se pode contar com uma educação básica em termos de valores. Esta formação é em grande parte transferida para a escola," explicam os pesquisadores.

A pesquisa "abre muitas novas perguntas", segundo os pesquisadores, que acreditam que "é necessário estudar o papel que o perdão desempenha nos tratamentos psicológicos, especialmente entre as vítimas de abuso sexual, maus-tratos físicos e psicológicos, na infidelidade conjugal, bem como em outras situações."

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