Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos diz que, um ano após a formatura, as mulheres ganham apenas 80% do salário de seus colegas homens. A pesquisa Behind the Pay Gap (Por Trás da Diferença de Salário, em tradução-livre) foi realizada pela Fundação Educacional da Associação Americana de Mulheres Universitárias.
O estudo mostrou ainda que, após dez anos do fim da faculdade, a diferença no pagamento aumenta, com as mulheres recebendo apenas 69% do que ganham os homens.
A pesquisa diz que com dez anos de experiência no mercado de trabalho, as mulheres que trabalham em período integral também têm menos autoridade no emprego do que os colegas homens, estando menos envolvidas em tarefas gerenciais como supervisão, contratação e demissão.
"Discriminação sexual"
As diferenças no pagamento acontecem apesar do fato de as mulheres tirarem notas melhores nas universidades em todas as disciplinas, incluindo ciências e matemática.
O estudo levou em conta variantes como horas de trabalho, profissão, filhos e outros fatores que podem afetar o salário. Mesmo assim, um quarto da diferença no salário continua sem explicação, e "é provavelmente resultado de discriminação sexual".
"A persistência da diferença de salário entre trabalhadores jovens, com nível superior e trabalhando em tempo integral sugere que apenas as conquistas educacionais não irão acabar com a lacuna salarial", disse a diretora de pesquisa da associação, Catherine Hill.
"Nós precisamos fazer com que o local de trabalho seja mais simpático às famílias, reduzir a segregação sexual na educação e no emprego e combater a discriminação que continua a atrasar as mulheres no mercado", disse.
O salário das mulheres formadas nas universidades mais seletivas dos Estados Unidos é menor do que o pagamento de colegas homens das mesmas instituições ou de faculdades medianamente seletivas.
O salário de uma mulher que cursou uma das melhores universidades do país é comparável apenas ao de um homem formado em uma das instituições de ensino menos seletivas.
A pesquisa revelou ainda que há uma segregação por disciplina entre mulheres e homens nas universidades americanas. As mulheres representam 79% dos estudantes de cursos ligados à educação, enquanto 82% dos alunos de engenharia são homens.
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