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Mulheres indígenas da aldeia Porto Lindo criam associação

03 setembro 2004 - 18h18

 Mulheres indígenas da aldeia Porto Lindo, em Iguatemi, estão se organizando para criar a Associação das Mulheres de Porto Lindo, instituição que terá como objetivo gerar emprego, renda e prevenir a desnutrição entre crianças da região, das etnias guarani e caiuá. “Nossa preocupação não é com o presente, é com a saúde de nosso povo no futuro. Queremos melhorar a saúde de nossos filhos. Participar, agir e criar condições de vida melhor”, explica Agostinha Vilhalva Cáceres, que está à frente do projeto.A idéia surgiu a partir da participação de Agostinha e da agente de saúde Agripina Lopes no Conselho Local de Saúde Indígena, órgão consultivo do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI).Como integrantes do Conselho Local de Saúde, as duas participaram da segunda capacitação sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) ministrada pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Segundo a monitora de Capacitação dos Conselhos Locais de Saúde Indígena, Osnália Ribeiro de Almeida, “os conselhos são importante instrumento para a mobilização da comunidade”.No caso das mulheres da aldeia Porto Lindo, as discussões no Conselho Local de Saúde auxiliaram para despertar a formação de outros órgãos na comunidade. “Precisamos nos organizar, saber de nossa realidade para negociar melhorias. Queremos apoio para a associação, que vai atuar com artesanato, cursos de culinária e orientações de higiene”, explicou Agostinha Vilhalva.Entre as atividades práticas da Associação de Mulheres da Aldeia Porto Lindo está o uso de receitas que incluam a multimistura para serem oferecidas às crianças como forma de combate à desnutrição. Esta é uma das principais preocupações da FUNASA, que fornece a multimistura através de parceria com a Pastoral da Criança.A multimistura é preparada em uma fábrica-cozinha em Iguatemi, cuja produção atende também aos municípios de Amambai, Tacuru e Paranhos. Em 2003 a FUNASA identificou 704 casos de desnutrição severa nas aldeias próximas a Amambai e Dourados. “A realidade da desnutrição precisa mudar. Por isso precisamos de mais parcerias, para ajudar a tratar nossas crianças”, afirma a agente de Saúde Agripina Lopes.A Associação das Mulheres da Aldeia Porto Lindo ainda não está formalmente registrada, mas aproximadamente 80 mulheres se reúnem todas as terças-feiras para discutir as prioridades da comunidade.  

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