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Mulheres dedicam quase o dobro do tempo que os homens em atividades domésticas

04 março 2021 - 15h37Por Gizele Almeida com IBGE

O estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e traz levantamentos referentes a realidade enfrentada pelo público feminino. Em Mato Grosso do Sul, vários pontos chamam a atenção neste contexto, como o tempo que as mulheres destinam aos afazeres domésticos. 

O público feminino dedica quase o dobro do tempo que os homens para afazeres domésticos.  

Conforme os dados, em MS, em 2019, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos  cerca de 19,6 horas  enquanto os homens dedicaram 10 horas. Embora no estado as mulheres dedicassem mais horas a estas atividades (19,6 horas), o estado tem apenas a 13a menor desigualdade entre as Unidades da Federação, sendo a maior encontrado na Paraíba (25,1 horas contra 11,7 horas) e a menor se encontrava no Amapá (17,1 horas contra 11,9 horas).

No recorte por cor ou raça, as mulheres pretas ou pardas foram as que mais se dedicavam aos cuidados de pessoas e afazeres domésticos. A média das horas semanais empregadas nos cuidados de pessoas/afazeres domésticos era de 17,6 horas entre as mulheres pretas ou pardas e de 16,6 horas entre as brancas, o que significa 82% de horas a mais do que os homens. Isso porque entre os homens sul-mato-grossenses pretos e pardos a carga horária semanal era de 9,7, e de 9,6 entre os brancos.

Mesmo para as mulheres que se encontram ocupadas o seu maior envolvimento em atividades de cuidados e/ou afazeres domésticos tende a impactar na forma de inserção delas no mercado de trabalho, que é marcada pela necessidade de conciliação da dupla jornada entre trabalho remunerado e não-remunerado. O indicador proporção de pessoas ocupadas em trabalho parcial mostra que, em 2019, cerca de 1/3 das mulheres estavam ocupadas em tempo parcial – até 30 horas –, quase o dobro do verificado para os homens (15,6%).

O maior envolvimento no trabalho não remunerado contribui para explicar a menor participação das mulheres no mercado de trabalho. 

O indicador número de horas semanais dedicadas às atividades de cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, por sexo, ao ser desagregado segundo idade e localização, fornece informações para o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres) e é de extrema importância para dar visibilidade a esta forma de trabalho.

As mulheres são maioria na área da docência 

Os dados mostram ainda que a maioria que das cadeiras docentes são ocupadas por mulheres em Mato Grosso do Sul.  
Em números absolutos, para o ano de 2019, são 3.179 mulheres docentes para 3.161 homens em Mato Grosso do Sul, ocupando a quinta posição entre as UFs atrás apenas do Piauí (50,2%), Paraíba (50,4%), Mato Grosso (50,4%) e Bahia (51,8%). A melhor posição de MS foi nos anos 2003 e 2011 quando ocupou segundo lugar.

Participação das mulheres na política e em cargos de gerência não reflete a proporção da população

Se, por um lado, as mulheres são mais escolarizadas, por outro, têm menor inserção no mercado de trabalho e na  vida pública em geral. Um indicador que auxilia no monitoramento das diferenças é o percentual de parlamentares mulheres em exercício nas câmaras (de deputados e vereadores). Em MS, os números absolutos e a proporção de mulheres que foram eleitas para a câmara de vereadores formam a seguinte tabela:

A proporção de mulheres eleitas teve um aumento de 46,5%, no entanto, os 19,2% registrados ainda se mantém distantes da proporção de habitantes do sexo feminino no estado. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2019, 50,4% dos habitantes de MS eram mulheres. O valor é o 6o maior entre as UFs, ficando RN com a maior proporção (21,8%) e RJ com a menor (9,8%). 

Da mesma forma, foi analisada a participação feminina nas câmaras de deputados. Os números abaixo tratam das quantias de candidaturas e de eleitas.


Desde 1995, o Brasil possui legislação que prevê cotas eleitorais, reservando um percentual de candidaturas em eleições proporcionais para as mulheres. Contudo, apenas com a Lei n. 12.034, de 29/09/2009, essas cotas
tornaram-se obrigatórias, de modo que, em eleições proporcionais, haja no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada sexo, por cada partido ou coligação partidária. Enquanto as candidaturas se mantiveram em patamares próximos do mínimo, mas semelhantes entre 2014 e 2018, a proporção de mulheres eleitas no estado aumentou de 12,5% para 25%. A proporção de candidatas é a 19a maior entre as UFs, enquanto a de eleitas é a 7a maior.

O maior percentual é do DF, com 62%. O menor, de PE, com 4%.O descompasso entre a proporção de candidatas e deputadas mulheres em exercício pode ser atribuído, segundo estudos eleitorais, há fatores como falta de apoio material às candidaturas femininas, inclusive no âmbito dos partidos políticos, e ao maior sucesso eleitoral dos candidatos que já eram parlamentares anteriormente. Em 2018, entre as sete candidaturas para o cargo de deputado federal que contaram com receita superior a 1 milhão de reais, em MS, apenas duas (28,6%) eram de mulheres.

A proporção é a 10a entre as UFs. A maior proporção de candidaturas femininas com receita da candidatura acima 1 milhão foi registrada no AC, com 50%. A menor, no MA, com 7,1%.


 

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