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Mulheres dedicam quase o dobro de tempo a mais que os homens nos afazeres domésticos

04 junho 2020 - 17h20Por Da redação com IBGE
As mulheres destinam praticamente o dobro do tempo para afazeres domésticos do que os homens em Mato Grosso do Sul. A análise foi feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base no período de uma semana. Dentro deste contexto, enquanto os homens destinam uma carga horária de 10 horas/ semana para os afazeres domésticos, as mulheres destinam 19,6 horas/ semana.
 
São listadas nestes afazeres domésticos as tarefas:  preparar ou servir alimentos, arrumar a mesa ou lavar louça;  cuidar da limpeza ou manutenção de roupas e sapatos; fazer pequenos reparos ou manutenção do domicílio, do automóvel, de eletrodomésticos ou outros equipamentos; limpar ou arrumar o domicílio, a garagem, o quintal ou o jardim; cuidar da organização do domicílio (pagar contas, contratar serviços, orientar empregados); fazer compras ou pesquisar preços de bens para o domicílio; cuidar dos animais domésticos e outros.
 
Em 2018, o cenário era semelhante, conforme o IBGE. Enquanto um homem de MS, destinava aos afazeres domésticos, em média, 9,1h/semana, uma mulher precisava dedicar mais que o dobro do seu tempo, pois passava 18,6h/semana em tarefas semelhantes. 
 
Os dados abordaram a situação na capital e o cenário é similar ao que ocorre a nível estadual. Os moradores que realizaram tarefas domésticas foram em 2018, 94,7% (675 mil) da população, passando a 92,3% (670 mil) em 2019. Entre os homens, em 2018, esse número era de 93%. Entre as mulheres, 96,2%. Havia, então, uma diferença de 3,2p.p. Já em 2019, os números passaram a ser 89,3%, e 95%, chegando a uma diferença de 5,7.p.p.
 
Os números de horas trabalhadas por semana mostram também uma persistente discrepância entre os sexos. 
 
Campo Grande em o segundo menor resultado entre as capitais. Os homens da capital passam, em média, 9,6h/semana envolvidos com tarefas domésticas. Tal número só é maior que o de Goiânia, que registrou 9,2h/semana, ficando, ambos, muito distantes do maior valor (13,6h/semana), apresentado por Teresina (PI). A tabela abaixo mostra os números de MS e de Campo Grande, para comparação temporal e entre os sexos.

MS tem a 5ª maior taxa de realização de cuidado de pessoas

Em 2019, 759 mil pessoas de 14 anos ou mais de idade em MS realizaram atividades de cuidado de moradores no domicílio ou de parentes não moradores, o que correspondia a uma taxa de realização de 35,1%, um pouco abaixo da estimada para 2018 (37%). A taxa de realização de cuidado de pessoas se diferenciava conforme o sexo. Enquanto 40,7% das mulheres afirmaram realizar cuidados, entre os homens essa taxa era de 29,2%. Em termos regionais, MS tem a 5ª maior taxa. A maior é do Piauí (38,1%) e a menor é do Mato Grosso (28,2%). A média nacional foi de 31,6%. Em Campo Grande, a taxa de realização de cuidado de pessoas foi de 29,8% (14ª taxa entre as capitais), sendo 24,3% para homens e 34,8% para mulheres.

A realização de cuidados está ligada principalmente à presença de crianças no domicílio, como apresentado mais a frente. Portanto, é esperado que pessoas em idade de ter filhos sejam mais propensas a realizar tais tarefas. Desta forma, em 2019, no estado, o grupo com maior taxa de realização de cuidados era daqueles com idade entre 25 a 49 anos (47,9%), tanto para homens (42,3%), quanto para mulheres (53,2%). Cerca de 29,5% das pessoas de 14 a
24 anos de idade realizaram cuidados em 2019 e 1/5 das pessoas de 50 anos ou mais de idade também o fizeram (20,8%). Mais uma vez, as taxas de realização foram maiores para as mulheres do que as observadas para os homens nos mesmos grupos de idade.

A realização de cuidado de pessoas foi menor entre aqueles sem instrução e com ensino fundamental incompleto (31,0%) e maior entre as pessoas com ensino médio completo e superior incompleto (38,3%), o que pode ter relação com a faixa etária que prevalece entre os habitantes que realizam cuidados de pessoas (25 a 49 anos de idade). É esperado que a taxa de realização seja menor entre os menos escolarizados, uma vez que a realização de cuidados, como visto anteriormente, é menor entre aqueles com idade acima de 49 anos e a baixa escolaridade é mais concentrada entre os idosos.
A maior taxa de realização de cuidados de pessoas, em 2019, ocorreu entre as mulheres com ensino fundamental completo e médio incompleto (45,0%), ao passo que, entre os homens, a menor taxa ocorreu entre aqueles sem instrução ou com fundamental incompleto (26,2%).
São inclusos neste ponto: auxiliar nos cuidados pessoais (alimentar, vestir, pentear, dar remédio, dar banho, colocar para dormir); auxiliar nas atividades educacionais; ler, jogar ou brincar; monitorar ou fazer companhia dentro do domicílio; transportar ou acompanhar para escola, médico, exames, parque, praça, atividades sociais, culturais, esportivas ou religiosas e outras tarefas.

A realização de cuidados é dedicada em maior parte às crianças e adolescentes

Para as pessoas que realizaram cuidados de pessoas no domicílio foi possível identificar qual morador recebeu o cuidado. Em 2019, o cuidado era realizado, sobretudo, para moradores de 0 a 14 anos de idade: cerca de metade das pessoas que informaram cuidar de algum morador, o fizeram para crianças de 0 a 5 anos e para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos. O cuidado de idosos ocorreu em 7,2% dos casos, proporção que se manteve entre 2018 e 2019. Os grupos onde houve redução do cuidado no período foram aqueles de 0 a 5 anos (redução de 1,7 p.p.) e os de 6 a 14 anos de idade (1,6% p.p.).
Também para aqueles que realizaram cuidado de moradores foi possível identificar a atividade realizada. Em 2019, a atividade de maior ocorrência foi o monitoramento dentro do domicílio (92,5%), tanto para homens (91,3%) quanto para mulheres (93,4%). No entanto, na atividade de auxílio nos cuidados pessoais, que inclui alimentar, vestir, pentear, dar remédio, dar banho e colocar para dormir, ainda existe um peso maior das mulheres em sua realização se comparada aos homens (83,9% daquelas, frente a 70,5% destes). O auxílio nas atividades educacionais também apresentou diferença marcante por sexo (9 p.p. a mais para as mulheres).

A média de horas dedicadas aos afazeres domésticos e/ou às tarefas de cuidado de pessoas vem aumentando nos últimos quatro anos. Em 2016, o tempo médio era de 13,8 horas, passando para 14,0 horas em 2017, 14,2 horas em 2018 e 15,1 horas em 2019. Comparando-se com outras UFs, MS tem a 5ª menor média de horas. A maior é da Paraíba com 19,7 horas e a menor é no Amazonas com 14,3 horas.

Produção própria

Em MS, produção para próprio consumo é maior entre os homens de 50 anos ou mais de idade e pessoas pardas
Em 2019, 12,8 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade realizaram produção para o próprio consumo, o que correspondia a uma taxa de realização de 7,5%. As Regiões Nordeste e Norte apresentaram as maiores taxas (10,7% e 9,8%, respectivamente), seguidas pela Região Sul (9,4%). Entre 2018 e 2019, houve redução na realização de produção para o próprio consumo em todas as Grandes Regiões.

Em Mato Grosso do Sul, a realização de produção para o próprio consumo era maior entre os homens (8,5%) e entre as pessoas de cor parda (8,9%). Em termos de grupo etário, a realização de próprio consumo era maior entre as pessoas de 50 anos ou mais de idade (11,1%) e menor entre aqueles de 14 a 24 anos (2,8%). Em Campo Grande, a taxa de realização para o próprio consumo foi de 17,4% em 2019, o que representa um aumento de 2,2p.p. em relação ao ano passado (15,2%).

Por outro lado, a realização de próprio consumo diminui conforme aumenta o nível de instrução, variando de 4,1% entre aqueles com ensino superior completo a 11% entre aqueles sem instrução e com ensino fundamental incompleto. Em relação à situação na ocupação, a realização de próprio consumo era maior entre as pessoas não ocupadas (9%).

A análise segundo o tipo de atividade mostra que, em 2019, na região Centro Oeste, a grande maioria das pessoas que realizaram produção para o próprio consumo afirmou realizar atividades de Cultivo, pesca, caça e criação de animais (77,4%), o que se confirma tanto entre homens (85,2%), quanto entre mulheres (71%). Apenas nas atividades de Fabricação de calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos o percentual de realização foi maior entre as mulheres (31,1% delas frente a 1,1% deles).

Trabalho voluntário

Trabalho voluntário foi maior entre pessoas de cor preta e os homens contribuem em mais horas semanais a essa atividade
Dados da distribuição percentual das pessoas com 14 anos ou mais que realizam trabalho voluntário no sub-item cor e raça, em Mato Grosso do Sul, mostraram variações entre os grupos. A porcentagem de pessoas brancas que realizaram trabalho voluntário caiu de 52,8% (2018) para 45,4 % (2019), porém, na direção oposta, a participação de pessoas pretas saltou de 6,3% (2018) para 9,3% (2019), bem como a de pessoas pardas, que subiu de 40,2% (2018) para 42,9% (2019).

Em números totais, MS ocupa a 11ª posição entre voluntários que se autoidentificaram como pardos, 10º entre os pretos e 8º entre os brancos se compararmos as outras Unidades da Federação.

No caso de Campo Grande, as percentagens permaneceram estáveis entre as pessoas brancas, mas com salto significativo entre as pessoas pretas, havendo uma inversão em relação às pessoas pardas. Na tabela a seguir, pode-se ver a proporção da taxa por cor ou raça em MS e Campo Grande:

Considerando o nível de instrução, a distribuição das pessoas que realizaram trabalho voluntário (14 anos ou mais) em MS, permaneceu com estabilidade em quase todos quesitos, menos entre as pessoas com nível superior completo (9º colocação no geral e 1º no Centro-Oeste). Pessoas com essa formação contribuíram para um aumento de 1,3% em números totais, passando de 6,8% (2018) para 8,1% (2019).

Atenta-se a uma mudança significativa em Campo Grande. Queda na participação entre as pessoas sem instrução e fundamental incompleto de 2018 (18,8%) para 2019 (9,8%). Em dados totais isso representa queda de 1,2% entre os anos apontados. O salto positivo, em compensação, ocorre na participação das pessoas que possuem fundamental completo e médio incompleto com valores que sobem de 8,5% (2018) para 17,6% (2019), com significativo aumento de 2,8% (2,1% 2018 para 4,9% 2019) em números absolutos.

Em 2019, MS voltou a crescer o número de pessoas ocupadas que realizam trabalho voluntário, passando de 4% (2018) para 4,4% (2019), subindo oito posições e atingindo a décima colocação entre as Unidades da Federação. De encontro com esses dados, a porcentagem de pessoas não ocupadas caiu de 3,9% (2018) para 3,5% (2019). Porém, apesar da queda, MS subiu duas posições no geral (12º em 2019), mantendo-se em último entre as unidades da sua grande região.
A forma mais comum de inserção na atividade voluntária em MS continua sendo por meio de empresa, organização ou instituição. Entre as pessoas de 14 anos ou mais, a cada mil pessoas, 81 optam pelo caminho das empresas, organizações ou instituições e apenas 7 procuram fazê-la individualmente.

Por fim, homens, apesar de leve queda de 0,6 p.p, continuam a ter a maior média de horas efetivamente trabalhadas no trabalho voluntário. No ano de 2019 os homens frequentaram 6,6 horas semanais no trabalho voluntário, e as mulheres, 6,2 horas semanais.

 

 

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